Mas os vinhos da Quinta do Mouro, de Miguel António de Ordoña Viegas Louro são dos mais respeitados em Extremoz e arredores. Na verdade, desde o Casa de Zagalos até ao Touriga Nacional ou Rótulo Dourado, tudo o que vem da Quinta é motivo de respeito vínico. Basta lembrar que um lote de Castelão da vindima de 2000, rejeitado por Miguel Louro, foi o mote para Dirk Van Niepoort "fazer" um vinho no Alentejo.
Este 1995 apareceu a um preço quase demasiado baixo... Em circunstâncias normais, custaria pelo menos € 20, mas estava a ser proposto na confeitaria Doce Fada a um preço absolutamente pornográfico: € 4,99. Claro que não podia escapar. Comprei apenas uma garrafa, para provar. Inicialmente pensei em fazer um prato de carne, qualquer coisa como porco estufado com castanhas, mas depois de ter aberto, decantado e provado o vinho, fiquei a pensar num bacalhau cozido com legumes...

E foi mesmo o que fiz... Quanto a este vinho que já leva 14 anos? Perdeu corpo e pujança. Ainda tem fruta, as notas da madeira estão deliciosas, mas termina curto. Para o bacalhau foi bela wine-pairing... Fiquei com vontade de ir buscar mais duas garrafas para ponderar o acompanhamento do bacalhau de Natal. Nota pessoal: 16
