Os vinhos da Quinta da Falorca são uma raridade aqui no blog, tendo eu apenas falado aqui do Touriga Nacional 2002 e aqui, muito de fugida, do Garrafeira 2007. Mas depois do Francisco Barão da Cunha (enófilo militante e autor dum blog que admiro e sigo com muita atenção, pelo rigor e assertividade das notas de prova) ter feito uma prova de vinhos de 2004 e ter referido (aqui): "Na mesa estavam Barca Velha, Aalto e Qtª do Crasto T.Nacional, mas o vencedor foi um vinho do Dão, o Qtª da Falorca Garrafeira! Tiro-lhe o meu chapéu!" não podia deixar de o provar.
Precisa de decanter e algum cuidado na temperatura de serviço (e de bons copos, naturalmente). Impressiona pela juventude, ainda na curva ascendente de evolução e pela concentração e complexidade. Notável o equilíbrio entre a elegância e a raça. Um grande vinho do Dão. Custa cerca de € 35,00 e já temos no mercado a edição de 2007.
Esteve muito bem à mesa a acompanhar um frango de capoeira feito no tacho de barro como o frango na púcara e um mix de legumes a acompanhar (batata, nabo, cenoura e couves lombarda, galega e de bruxelas).




















