quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Bolonhesa de Lumaconi | Ramos Pinto Collection 2005

Esta preparação foi feita a partir do Esparguete à Bolonhesa, mas aqui com lumaconi, ou caramujos (da Garofalo). No tacho, deitei um fundo de azeite, cebola picada e alho esmagado. Deixei alourar a cebola e juntei vitela picada e fui mexendo até a carne perder o tom avermelhado. Juntei sal, pimenta preta moída, um pouco de vinho branco, coentros picados e polpa de tomate. Deixei a estufar em lume brando. Entretanto cozi os lumaconi em água com sal e um pouco de manteiga. Quando estavam cozidos (doze minutos) recheei-os com a carne. Acompanhei com uma salada de alface.




O vinho escolhido foi o Ramos Pinto Collection 2005. Este vinho Duriense da Casa Ramos Pinto foi o primeiro de uma colecção que aparece todos os anos com rótulos diferentes e apoiados no património icónico da Casa. Este 2005, o "Beijo" foi feito por João Nicolau de Almeida com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca e saíram para o mercado 40.000 garrafas (a cerca de 16 euros). É um vinho envolvente, marcado pelos frutos vermelhos com notas florais. Madeira em bom plano, álcool (13,5 º) bem integrado e um bom final. Muito interessante e num bom momento para ser bebido. Nota pessoal: 16,5.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quinta dos Carvalhais Encruzado 2008

O QUINTA DOS CARVALHAIS ENCRUZADO é um vinho branco varietal do Dão de excepcional qualidade, expoente máximo da elegância e riqueza da casta Encruzado. Herdeira de saberes antigos, Quinta dos Carvalhais alia a experiência à inovação para criar vinhos muito elegantes, com sabores de intensa delicadeza e personalidade única.
A casta Encruzado deu origem a um vinho de excelente corpo e acidez, conferindo-lhe um potencial de envelhecimento único. Com uma cor amarela citrina, o vinho revela um aroma sofisticado e subtil onde se distingue a fruta branca (maçã e pêra) e o exotismo dos frutos tropicais. Resultado do estágio em madeira, revelam-se, ainda, notas florais, em particular de baunilha. Na boca, surpreende com um final cremoso e elegante.
É um vinho intenso e apetecível, ideal para beber sozinho ou a acompanhar pratos de peixe e mariscos mais elaborados, saladas, carnes brancas, caça e criação, e alguns queijos. Deve servir-se entre 10º C-13º C, em copos largos de vinho branco.
Elaborado apenas com uvas seleccionadas da casta branca Encruzado, oriundas exclusivamente da Quinta dos Carvalhais, pertença da Sogrape na região do Dão.
As uvas, colhidas à mão no ponto ideal de maturação, foram totalmente desengaçadas e suavemente esmagadas em prensa pneumática. O mosto, decantado naturalmente, fermentou em barricas de carvalho francês de quatro diferentes tanoarias, sendo sujeito a suaves «batonnages» que lhe conferiram uma complexidade e maciez acrescidas.
Estagiou durante cerca de 6 meses nas barricas de carvalho francês novo onde decorreu a fermentação, após o que foi filtrado e engarrafado. Este vinho tem um grande potencial de envelhecimento em garrafa (5-10 anos), desde que esta seja mantida deitada, em local seco e fresco, ao abrigo da luz. (retirado da ficha técnica).

Mais um Encruzado do Dão. Depois do Quinta das Marias fermentado em Madeira e do Quinta dos Roques, o Encruzado dos Carvalhais. A ficha técnica diz quase tudo. Muito subtil e elegante, é um grande branco Português. PVP: € 13.


sábado, 2 de janeiro de 2010

Perna de Porco Assada em Cama de Maçãs e Carm Reserva 2007

A combinação de carne de porco com maçãs é bastante feliz. Desde o lombo de porco assado com puré de maçãs, passando pelo porco estufado com as ditas, etc, é todo um mundo de combinações.
Este naco de perna foi feito assim: Fiz uma cama de cebola roxa no tabuleiro de barro. Juntei a perna de porco, maçãs starking em pedaços, azeite, sal, polpa de tomate, whisky e mel. Levei ao forno a 170º C e fui virando a carne e envolvendo com o molho. Servi a carne sobre cama das maçãs. Como foi um jantar ligeiro não servi mais nada, mas uns grelos cozidos acompanham muito bem.




Esta perna estava no forno e eu procurei um vinho que por um lado me apetecesse provar e que por outro ligasse bem com a comida. Lembrei-me do CARM Reserva 2007. Um vinho de topo do Douro, da Casa Agrícola Reboredo Madeira, recentemente agraciado com 17 valores e um selo de "Boa Compra" da Revista de Vinhos, é proposto a € 9,45 (ECI de Gaia). Feito com uvas das vinhas de Almendra, tem Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca. Estagiou 18 meses em madeira usada. Foi decantado duas horas antes de servir. Tem fruta, muita fruta vermelha bem madura. A madeira aparece muito bem integrada. Os 13,5º de álcool não incomodam. Um vinho muito guloso e que dá um grande prazer na prova. Muito bom vinho.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Espumante Vértice Super Reserva 2005

"O Vértice Super Reserva é um vinho Espumante de qualidade superior, elaborado segundo o Método Clássico a partir de uma rigorosa selecção de castas (Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho, Touriga Franca e Códega), cultivadas num solo de eleição único no mundo: as encostas elevadas do Douro. É um espumante exclusivamente produzido em anos de vindima excepcional, beneficiando de um estágio adicional que lhe proporciona o desenvolvimento de aromas e sabores complexos e muito delicados."

Este foi o espumante escolhido para a passagem de ano. Em vez de um champagne. Com um vinho de base muito equilibrado, bolhinhas muito elegantes, boa acidez e corpo envolvente. Refrigerado e servido em copos de vinho branco (nada de flutes), prima pela elegância. Excelente para brindar, mas com aptidão gastronómica (a descobrir em breve) e um preço muito sensato (cerca de € 13,00). Belo espumante do Douro.


Quinta do Infantado Porto Vintage 2007

Gosto muito dos Portos da Quinta do Infantado. Pela qualidade, muito pelo preço e ainda mais porque o João Roseira e a Fátima Ribas gostam muito de os fazer. Este Vintage 2007 tem um preço que encanta (€ 19,90 no Jumbo) e foi a escolha para terminar a noite da passagem de Ano. A garrafa saltou do frigorífico... E agora, decanto, não decanto, sirvo com quê? Nestas coisas e para melhor aproveitar o vinho, mais vale falar com quem sabe. Um telefonema para o João Roseira que acabou num desafio... Deitar metade do vinho num decanter e deixar a outra metade na garrafa. Provar dos dois alternadamente em copo de prova de Portos do Arq. Siza e em copo de vinho tinto (usei uns da Schott). Harmonizar com queijos diferentes (neste caso, extreme de cabra da Quinta do Pontão, extreme de ovelha de Seia e extreme de vaca de São Jorge. 
Foi uma experiência fantástica... Fiquei com quatro vinhos, a saber:

1 - da garrafa em copo de porto
2 - da garrafa em copo de tinto
3 - do decanter em copo de porto
4 - do decanter em copo de tinto

para harmonizar com 3 queijos diferentes, ou seja um total de 12 combinações. Não se fizeram todas, mas gostei particularmente de duas: o vinho servido da garrafa para o copo de prova a harmonizar com o queijo de São Jorge (a mais radical) e o vinho servido do decanter para copo de vinho tinto a harmonizar com o queijo de cabra do Pontão (a mais gulosa). Pelo meio agradaram também as harmonizações com o queijo de ovelha. Uma bela forma de provar um grande Porto...



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Roupa Velha e Bágeiras Bruto 2004



A roupa velha não é uma coisa que faça muitas vezes, mas neste Natal aventurei-me a fazer para servir como entrada do almoço do dia 25. Com as sobras do bacalhau com todos da véspera fiz este delicioso prato, que, juntamente com o espumante Bruto Natural 2004 da Quinta das Bágeiras abriram as hostilidades para uma bela chanfana de cabra velha...


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Doda ou o Quinto Dado, by Álvaro de Castro e Dirk Niepoort


Um vinho feito por Álvaro de Castro e Dirk van der Niepoort. Dão e Douro numa garrafa. A pujança do Douro e a elegância do Dão. Ou vice versa. Ou não.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Arroz de Porco e Portobellos e Corpus 2007

Este arroz feito com porco e cogumelos não é novo por aqui. Este foi feito para acompanhar o Corpus 2007, o "topo" da Quinta da Revolta.  Num tacho, deitei um fundo de azeite, uma cebola roxa laminada e dois dentes de alho esmagados. Temperei com sal e pimenta. Juntei um pouco de perna de porco em tiras e deixei um pouco em lume brando. Juntei polpa de tomate e deixei estufar um pouco. Juntei os portobellos em pedaços, arroz carolino e salsa picada. Deitei também um pouco de cominhos moídos.



O Corpus 2007 foi feito pela Gabriela Canossa e Vítor Carvalho com 60% de Touriga Nacional e 40% de Touriga Franca. Estagiou apenas seis meses em pipas novas de carvalho Francês. O belo rótulo é do Arq. Álvaro Siza.



Tinto retinto. Saltou para o decanter onde repousou uma horita. Cheio de fruta, quase uma bomba. Cheio e untuoso. Termina loongo. A merecer em pleno os 17,5 valores da Revista de Vinhos. PVP: 18 €. Grande vinho.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sabores Mediterrânicos

Sabores Mediterrânicos é o título de uma nova publicação do Grupo Jerónimo Martins disponível nos supermercados Pingo Doce a € 2,99. Com receitas de  Vítor Esteves (chefe executivo de cozinha da Jerónimo Martins), Minô (responsável pelo Instituto Culinário Vaqueiro e directora técnica da revista Saberes & Sabores) e Vítor Sobral.

Para além das cinquenta e duas receitas para as quatro estações do ano, fala sobre produtos da época e deixa ainda sugestões para uma correcta alimentação. Tudo bem feito, sem grandes pretensões, mas bastante agradável. Recomendado.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon Special Selection 1996 e Pá de Porco no Forno

Depois da vindima de 1995, com os vinhos a terem a assinatura de João Portugal Ramos, o ano de 1996 foi um ano de viragem na Quinta de Pancas. Apareceram os Special Selection, vestidos num conjunto garrafa rótulo muito elegante, como que a justificar o elevado preço à época (cerca de € 25,00 em 1998). Deste vinho extreme de Cabernet Sauvignon foram engarrafadas 18.206 garrafas normais e 704 magnuns, cabendo a esta o nº 8662.

Creio que nunca tinha provado este vinho antes. A curiosidade aguçou-se depois do caro PadreFrancisco ter provado o 1997 num jantar há algum tempo e ter detestado, por causa das notas de pimentos que se sobrepuseram a tudo. Como encontrei este 1996 a um preço pornográfico (4,99 €) comprei para provar. Refresquei o vinho e filtrei-o para o decanter. Deixei-o a arejar e provei. A primeira impressão foi má, mas depois o vinho mostrou-se e deu uma prova agradável, sem as notas de pimento do 1997. Ainda assim, já a passar para o outro lado. Fica a curiosidade...

Acompanhei com uma pá de porco no forno.