quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Provas #16





Uma expressão que me irrita solenemente é a seguinte:
É verde ou maduro?

Sobre isso já muito se falou e não, não há vinhos verdes, há apenas belos vinhos feitos na região dos vinhos verdes. O nosso Tugal pode não ter os melhores brancos do mundo, mas tem brancos baratos e muito bons. O Prova Régia (não sei se é o espelho de Bucelas nem me interessa) é sempre fixe. Beba-se em novo ou guarde-se uns anos e não desilude.

De Baião, ali quase no cú do Douro, onde o Avesso é rei, temos a Quinta da Covela e os seus belos vinhos. O Campo Novo de 1998 está numa bela forma (sim, é um verde com 20 anos) e os mais recentes (de 2014 e 2015) ficam muito bem na mesa. É afinfar-lhes com boa comida ou uma boa conversa e eles brilham.

O Dão reserva sempre boas surpresas e um Grão Vasco de 2002 (sim, tem quase 16 anos e era muito barato) dá um grande momento de prova. Simples e directo, bebe-se muito bem.

Continuando, o belo Pequenos Rebentos Alvarinho 2017, um vinho imperdível, de puta madre, ou um tubarão. Há Alvarinhos melhores? Claro, mas este é muito bom. O Márcio Lopes não brinca e este 2017 devia ser presença obrigatória na porta do frigorífico de qualquer enófilo que se preze (é pena ser pouco).

Para acabar, um bolhas rosado do Celso Pereira. Vértice Rosé, bom, bom, bom... 

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