sábado, 16 de dezembro de 2017

Os Meus 10 Vinhos de 2017

Uma lista vale o que vale. Se provei coisas melhores? Provei, mas assim de repente (na verdade demorei umas duas horas a fazer a lista) estes foram os que mais me marcaram e deram prazer a beber este ano.


Quinta das Bágeiras Velha Reserva Bruto Natural 2001. Um espumante com uma edição limitada a 129 garrafas de 3 litros. Feito com Maria Gomes, Bical e Cercial, estagiou anos em cave e o dégorgement foi feito no dia 29 de Julho de 2015. Jovem, fresco, amigo do copo e da mesa, come as papas na cabeça a muitos Champagnes que custam dez vezes mais. Foi um grande privilégio ter provado este vinho...


Encontro Special Cuvée 2011 é uma pérola do Osvaldo Amado e um dos vinhos mais elegantes do ano. Grande Bolhas da Bairrada.


Marquês de Marialva Cuvée 2011. Outro do Osvaldo Amado, feito na Adega de Cantanhede. Fresco, complexo e sedutor, é pena não haver (que eu saiba) em Magnum...


Grande Borga Magnum 2010 Bruto da Casa Campolargo. Outro Enorme Espumante da Bairrada, com a Irreverencia de Carlos Campolargo...


Juvé & Camps "La Capella" 2005. O Topo da Casa, um Cava de sonho, outro bolhas galáctico... 


Passada a primeira metade da lista, cheia de bolhas, passo a um vinho branco, feito pelo Márcio Lopes no Douro Superior. Permitido de Centenária 2016. Está estupidamente novo, mas já se antevê que daqui a uns anos será um paradigma dos brancos do Douro. Imperdível...


Outro branco que impressionou foi este Baigorri 2006. Alguma oxidação nobre, muito complexo, para beber devagar com ou sem comida.


Nos tintos, não podia faltar o Mouchão. Na edição de 2009 aparece já pronto a beber, embora se possa guardar durante muitos anos. Um ícone do Alentejo e um portento de Vinho.


O outro grande tinto do ano foi o Reserva Pessoal 1997 do Eng. Domingos Alves de Sousa. Para mim, que gosto incondicionalmente do Quinta da Gaivosa, até mais do que do Abandonado ou do Vinha de Lordelo, este matou quase tudo o que bebi este ano. Mas é "apenas" o vinho a que o Eng. Alves de Sousa dá o nome. Enorme...


Para acabar a lista, um vinho que muito pouca gente provou, que não se deve encontrar no comércio, mas que foi o generoso/fortificado do ano, a meter no bolso muitos Portos, Moscatéis (do Douro ou de Setubal), Carcavelos, Madeiras e outros fortificados dos Açores. Este Graciosa com esta garrafa e este rótulo, foi do melhor que provei e fecha a lista em grande!

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