quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trilogia 161 ou a Terceira da Segunda Série... American Apple Pie?



Nesta aventura/brincadeira que a Ana, o Luís e eu retomámos, foi o a vez do Luís a lançar o tema:

Com Papas e Bolos...
 
Deu-me algum gozo cruzar esta proposta com as das duas trilogias anteriores, repetindo ingredientes, técnicas básicas de cozinha e mesmo assim não fugir do tema. Massa folhada de compra e forno em todas, maçãs compotadas, mel, canela e uma empada em duas, mas agora de volta aos atropelos que se fazem a receitas que nem sequer são receitas.
 
 
As tartes de maçã americanas não seguem um qualquer cânone. Como muitas preparações da nossa cozinha, são receitas de família ou de café, diferentes, todas elas e todas elas deliciosas, acredito. A mais global será a do MacDonald's que tem um tempo de vida de sete a oito minutos. Depois disso, fica intragável... Esta que fiz, é uma contra-tarte, já que não morre logo.
 
A receitinha é simples. Precisamos de maçãs de inverno variadas, descascadas e cortadas em pedaços de tamanho a gosto e que se reservam (com uma casca de limão e um pouco de vinho do Porto, do que tiver). Cobre-se o fundo de uma frigideira com uma mistura de açúcar refinado, mascavado e uma colher de sopa de mel. Deixa-se começar a caramelizar e adiciona-se a mistura das maçãs e o liquido que se formou. Vai-se mexendo e junta-se manteiga qb, enquanto se unta uma forma de bolo Inglês com manteiga e se forra com papel vegetal.
 
Liga-se o forno nos 210º C enquanto se preenche o fundo e os lados da forma com a dita massa folhada. Vigia-se a frigideira com as maçãs, mexendo para harmonizar tudo e quando tivermos as maçãs já macias, adiciona-se um pouco de canela em pó. Deita-se esta mistura na forma, cobre-se com um outra placa de massa folhada e leva-se ao forno.
 
Se a massa começar a dourar muito depressa, cobre-se a forma com folha de alumínio. Quando estiver no ponto, tira-se a cobertura e deixa-se dourar um bocadinho.
 
Desenforma-se e quando estiver morno, polvilha-se com açúcar em pó e canela.

Será bolo, será papa?
A papa é a folhada
E o bolo uma empada;
 
As maçãs são as princesas
não ficam sempre tesas
mas não mentem ao patrão;
 
Por isso se quereis
esta sobremesa fazer
não a façais pelos reis;
 
(poesia do seculo XXI. Anonimo)
 
 
 
 
 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Provas #2 @ Oficina by Marco Gomes


Talvez esta seja a mais icónica imagem da Oficina do Marco Gomes, um dos espaços de restauração atualmente mais falados na Imbicta.

 
 
No passado sábado foi dia de Cozido e de uma grande prova de vinhos. Obrigado ao Marco e à sua equipa pela forma como nos receberam e ao José Carneiro Pinto pela seleção de vinhos.


 
Garrafas "normais", Magnuns e Double Magnuns que desfilaram durante o almoço:
 
  • Champagne Deutz Bruto em Magnum. Boa forma de começar o almoço, naturalmente, a acompanhar umas entradas;
  • Permitido 2015 em Double Magnum, já com o Cozido. Um branco do Douro Superior, do Márcio Lopes, feito de vinhas velhas de Rabigato, perto da Meda, a 700m de altitude e sem passagem por madeira. Para mim, um dos melhores brancos do Douro, para beber agora e guardar;
  • Quinta do Regueiro Barricas 2014. Um Alvarinho de vinhas velhas, fresco e pujante, com estágio em madeira e a prometer estar ainda melhor daqui a uns anos;
  • Adega de Cantanhede Arinto Grande Reserva 2013 em Double Magnum, feito pelo Osvaldo Amado. Ainda não está no mercado e nesta fase ainda está algo marcado pela madeira, mas daqui a um par de anos estará um vinhão para guardar durante muitos anos. Provei recentemente o Arinto Reserva 2015 e gostei muito. Tem uma relação qualidade/preço excelente. De referir que este vinho foi, para mim, o que melhor ligou com a comida;
  • Casa da Passarela Vinha das Dualhas 2012 em Magnum. Foi o primeiro tinto da tarde. Cheio de vida, ainda muito novo, está um vinho que alia elegância e potencia. Feito pelo Paulo Nunes, é um grande Dão;
  • Quinta do Crasto Touriga Nacional 2003. Foi, para mim, a surpresa da tarde. Em prova cega, nunca diria que era feito com TN, no Douro, nem que era de 2003. Está em muito boa forma, fresco, complexo e a dar grande prazer a acompanhar a comida;
  • Vista Alegre Porto Vintage 2009 em Magnum. Já depois do cozido e antes da sobremesa, soube muito bem. Tem cinco anos em garrafa e está porreiro para um queijo azul ou para uma pausa na refeição;
  • Vista Alegre Porto Colheita 1996. Um tawny em grande forma, esteve muito bem a acompanhar uma pera laminada cozida em vinho do Porto, com aletria e canela;
  • Já depois do café, bolhas. Dois da Quinta do Ortigão, um Cuvée 2011 e um Reserva 2010 e um da Adega de Cantanhede, o Cuvée Extra Bruto 2011. Espumantes feitos pelo Osvaldo Amado que acompanharam a conversa pós prandial.
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Cartuxa 2011



 
 
Confesso que não alinho na loucura de comprar peras mancas tintos em barda. Provei o 2001 num tempo em que andava a provar rótulos. Paguei cem paus pela garrafa e até gostei.
 
Mais tarde provei o 2003 e não gostei. Apesar de ter sido oferecido, não deu grande pica.
 
Quando não tínhamos brancos em condições, comprava pera manca branco, a três contos a garrafa e gostava. Depois o vinho subiu de preço e apareceram coisas muito melhores e muito mais baratas. Deixei de comprar...
 
O Cartuxa foi uma nova experiência. Já tinha bebido alguns com anos em cima e nunca gostei. Até ter provado este 2011, quase seis anos após a colheita e comprado a menos de dez euros. Fantástico de plástico, fácil de beber e muito melhor que os seus irmãos mais novos de 2012 e 2013.
Esqueçam o EA e as peras mancas e bebam este. Muito bom...
 
 
 

Provas #1



 
Uma nova rubrica aqui no Blog, para falar de vinhos provados em almoços ou jantares com amigos.
 
  • Quinta do Ortigão Bruto. Espumante Bairradino simples e despretensioso, feito pelo Osvaldo Amado, é daqueles bolhas que se bebem muito bem. Custa cerca de cinco euros e é muito recomendável para welcome drink ou para acompanhar entradas. Sou fã...
  • Champagne Baron-Fuenté Grande Reserva. Feito com castas tradicionais da região de Champagne (Pinot NoirMeunier e Chardonnay) é um blend de vinhos de colheitas de vários anos. Um vinho muito sério. Pede bons copos e não custa uma fortuna (PVP a rondar os vinte euros).
  • Pequenos Rebentos Alvarinho Edição Limitada 2015. Um vinho muito especial do Márcio Lopes que promete viver muitos anos em garrafa. Um grande Alvarinho e um branco de classe mundial, numa edição limitada a 600 garrafas. Custa menos de quinze euros na Garrafeira Tio Pepe. Imperdível...
  • Vinha Paz colheita 2011. É capaz de ser o melhor colheita deste vinho feito pelo Dr. Canto Moniz. Tem as quatro castas tradicionais do Dão (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro) e uns quase improváveis 15º de álcool que não se notam, desde que se sirva o vinho a temperaturas decentes (entre os 16 e os 18º C). Vai aguentar anos e anos na garrafa, se se tiver paciência para guardar algumas. Custa pouco mais de dez euros e pede meças a vinhos muito mais caros. Um príncipe do Dão.
  • Ramos Pinto Porto LBV 1997. Um ruby não filtrado que em novo custa cerca de vinte euros. Não é dos LBV's mais baratos, mas merece compra, prova e guarda. Quase vinte anos após a colheita, está um vinhão, a pedir para ser bebido com um tawnie da mesma idade (sobre as diferenças entre um ruby e um tawnie, remeto para este post do João Geirinhas)
 
 
 

Desconhecido Douro 2013




 
Este Desconhecido 2013 será mesmo quase desconhecido para a maioria das pessoas. São cerca de três mil garrafas de um vinho feito pela Lisete Osório no Marmelal, perto de Armamar, com 75% de Touriga Nacional, 15% de Touriga Franca e 10% de Sousão. Tem um PVP recomendado a rondar os dez euros, o que significa que tem muitos tubarões a competir com ele. Já o provei algumas vezes e numa delas, num almoço em que se abriu um Messias Bruto com algum tempo de garrafa e um Quinta do Portal 10 anos, o vinho esteve à altura. É fresco, tem boa aptidão gastronómica e merece ser mais conhecido. Para comprar, provar e guardar. Em breve vai sair o 2014, mas eu vou guardar umas garrafas deste e daqui a um par de anos voltamos a falar. Bem fixe, este vinho...
 
 
 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Tarte Tatin numa Trilogia (a 160)



 
Esta semana, a segunda desta segunda série de Trilogias com a Ana e o Luís, o tema foi sugerido pela Ana: Açúcar, Mel e Compota.
 
Fui buscar um clássico da cozinha francesa, a Tarte Tatin, com uma história cheia de folclore associado e que, resumindo, é uma tarte invertida, feita com maçã e coberta com massa folhada.
 
Deitei um pouco de açúcar refinado e um pouco de açúcar mascavado numa caçarola e levei ao lume. Quando começou a caramelizar, juntei maçãs diversas (Granny Smith, Golden, Starking, Reineta) cortadas grosseiramente e envolvi tudo. Fui juntando manteiga para não torrar e quando as maçãs estavam macias, desliguei o lume e juntei um pouco de mel e canela. Pré-aqueci o forno a 180º C, transferi tudo para uma tarteira e cobri com uma placa de massa folhada. Levei ao forno até a massa folhar e alourar. Para servir, meti um prato em cima da tarteira e virei. Simples...

 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Vinhos, apenas...




 
Estou a gostar de brancos com alguma idade, bolhas de Baga e Portos aloirados.
 
Num almoço recente, abrimos estes vinhos:
 
  • Espumante Rama&Selas BB (Baga Bairrada). Porreiro, mas falta-lhe "punch" ou alma ou qualquer outra coisa. Mas sabe bem; custa uns oito euros e pede copos sérios. Esqueçam as flutes...
  • Arinto Campolargo 2011; está um vinhão. Dá grandes vinhos em Bucelas, mas não fica mal na Bairrada.
  • Quinta do Rol branco 2008. Um branco de Lisboa a precisar de tempo para se mostrar. Não se bebe um branco destes todos os dias...
  • ZOM Reserva 2012. Touriga Nacional, Touriga Franca e outras castas de Vinhas Velhas. Custa cerca de oito euros e não desilude ninguém.
  • Quinta das Bágeiras Garrafeira branco 2004. Vinho de sonho, feito pelo Mário Sérgio Alves Nuno. Um dos melhores vinhos portugueses. Grande, Grande, Grande...
  • Ramos Pinto Quinta da Ervamoira 10 anos. Meia garrafa (375 cl) com estágio de vinte anos na garrafinha (engarrafado em 1996) estava muito decente. Outro vinho que dificilmente se encontra. Vou provando aloirados com algum tempo e garrafa e gosto...
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Regresso das Trilogias. Empadinhas Bolanheiras

Quando eu, a Ana e o Luís iniciámos este projeto Trilógico, a 10 de Novembro de 2010, não imaginava que ia ser tão "querido".
A ideia nem era má de todo, mas deu enorme gozo a todos, os que cozinharam e os que foram seguindo as nossas abordagens aos desafios que fomos lançando semanalmente.
Nesta segunda série, fui egoísta e não dei a prioridade à senhora; fui eu a lançar o tema e esse foi:

"Empadas, Empadinhas e Empadões"
 
Claro que o próximo tema será lançado pela Ana Gomes.
 
Para esta renovada trilogia, fiz umas empadinhas, da vitela como se faz em Bolonha, cruzada com a nossa alheira (daí o nome Bolanheira)


 
Piquei uma cebola pequena e dois dentes de alho para um tacho. Cobri o fundo com azeite e deixei estrugir.
Adicionei sal, pimentas moídas, uma folha de louro, molho de malagueta e a vitela moída. Deixei uns 3 minutos e juntei uma alheira partida em pedaços pequenos, um bocado de polpa de tomate e fui mexendo. Adicionei salsa picada e deixei a apurar enquanto fui tratar da massa folhada (de compra e do PD).
 

 
Untei o fundo duma forma de "queques" com azeite e cortei pedaços de massa folhada do tamanho da forma. Enchi as bases com a mistura e cobri com mais massa folhada, fazendo uns furinhos para o vapor do recheio sair. Bati um ovo e pincelei as empadas.
 
Levei ao forno pré aquecido a 250º C durante uns sete minutos (tempo para as empadas dourarem) e depois cobri com filme de alumínio e desliguei o forno. Deixei mais uns dez minutos e servi.
 
Com uma salada de alface e tomate e umas azeitonas pretas a compor o ramalhete.

 
No copo, um Prova Régia Reserva 2013. Um Arinto de Bucelas fantástico e barato. Estes vinhos precisam de tempo, mas este já se bebe muito bem.

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Marquês de Borba Espumante Rosé 2013





Depois de ter lançado em 2009 o Espumante Conde de Vimioso, João Portugal Ramos apresenta agora o Marquês de Borba Rosé Bruto Natural de 2013. É feito com Pinot Noir, Touriga Nacional e Aragonez. Tem uma bela cor rosa salmonada, uma bolha fina, elegante e é muito porreiro para beber como welcome drink ou a acompanhar pratos simples e de sabores pouco intensos. Tem um PVP recomendado de € 12,49. Gostei de o provar assim, a solo.
 
(vinho enviado pelo Produtor)
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Prova Vertical do Tinto da Talha Grande Escolha, by Joana Roque do Vale @ Restaurante Big Bife




 
 Uma prova vertical é uma prova em que se provam (passe o pleonasmo) vinhos da mesma marca, mas de anos diferentes. Quanto mais abrangente melhor, em especial quando se trata de vinhos com potencial de desenvolvimento em cave.
É difícil de fazer, a menos que se guardem os vinhos durante alguns anos, se tenham amigos que também tenham garrafas ou que o Produtor os disponibilize. Depois ainda temos que reunir um grupo de amigos que se queiram sentar para provar os vinhos e organizar a prova. Não é tão simples quanto parece.
 
Aqui falamos do Tinto da Talha Grande Escolha, o topo da gama da Roquevale, feito pela Enóloga Joana Roque do Vale, que teve a amabilidade de enviar as garrafas das colheitas de 2003 a 2010. O PVP recomendado ronda os oito euros e o vinho é feito com castas diferentes, consoante o ano.
 
Ainda sobre as provas verticais, surge sempre a questão de começar pelos vinhos mais antigos e avançar para edições recentes ou começar pelos mais recentes e ir para os mais antigos. Ambas as opções são válidas e dependem de múltiplos fatores, como o tipo de vinho, a expectável evolução em cave e mesmo as preferências pessoais.
Nesta prova em particular, preferimos começar pelo mais recente, o 2010, para lhe tomar o pulso e ir recuando até ao 2003 e devo dizer que foi uma decisão acertada (pelo menos para quem esteve na prova).
Parece-me pertinente referir que estes vinhos foram enviados a vários Bloggers em Dezembro do ano passado e se por um lado lamento não ter feito logo a prova, por outro não me pareceu mal ter esperado estes meses para ver que tal estavam estes vinhos passado quase um ano.
 
Começámos por abrir as garrafas, tarefa que ficou a cargo do Sérgio Lopes do Blog Contra Rótulo (já agora deixo aqui a apreciação que ele fez dos vinhos) e fazer uma prova rápida para avaliar da necessidade de decantação e ver das temperaturas de serviço. De seguida fomos provando e trocando notas, enquanto íamos jantando num ambiente informal.
 
Deixo uma breve descrição dos vinhos e pela primeira vez em alguns anos vou deixar a minha classificação pessoal (avaliação quantitativa), tendo em conta o preço:

 
  • 2003 - Feito com Touriga Nacional e Aragonês, tem 14,5º de álcool e reflete o calor do ano. No entanto, evoluiu muito bem e depois de decantado e servido, foi abrindo e revelou-se um dos vinhos da noite. Treze anos após a colheita, está em muito boa forma. Nota pessoal: 17,0.
  • 2004 - Feito com Syrah e Touriga Nacional. Muito equilibrado, estava a ser o meu vinho da noite, mas depois da refeição caiu um pouco, o que não me impediu de gostar muito. Nota pessoal: 17,0.
 
  • 2005 - Feito com Touriga Nacional e Aragonês, tem apenas 13º de álcool e apresenta um lado mais vegetal e mais fresco. Muito consensual. Nota pessoal: 16,5/17.
 
  • 2006 - Syrah e Touriga Nacional e 13º de álcool. Reflete um ano difícil, é mais direto e está uns furos abaixo dos outros. Nota pessoal: 15,5.
  • 2007 - Syrah e Alicante Bouschet com 13,5º de álcool. Muito equilibrado, fresco e fácil de beber, merece ainda um ou dois anos em garrafa para mostrar tudo o que vale. Nota pessoal: 16,5/17.

 
  • 2008 - Feito com Aragonês e Alicante Bouschet, tem 14,5º de álcool. Leva algum tempo a abrir e está em bom nível, pronto a beber. Nota pessoal: 16,5.
  • 2010 - É a edição que esta atualmente no mercado. Feito com Aragonês e Touriga Nacional, tem notas de fruta bem madura, algum floral e 14º de álcool que se notam, pelo que se deve ter algum cuidado com a temperatura de serviço. Merece alguma guarda para ver como evolui. Nota pessoal: 16,5.
 
Remeto ainda para este artigo, saído no Fugas.
 
 
Para acompanhar os vinhos, para alem das entradas, provámos umas petingas frescas com arroz de legumes,

 
um frango chamado à passarinho e

 
um bife laminado com molho de alho.
 
Comidas simples e bem feitas, do Restaurante Big Bife.
 

 
E mais uns vinhos de entrada e saída a complementar esta prova...