Touriga Nacional, Jaen e Rufete compõem este vinho do João Tavares de Pina, feito na Quinta da Boavista, em Penalva do Castelo. O nome fica-lhe a matar, já que o vinho é mesmo um Rufia. Tem notas florais e de bosque, taninos ainda um pouco rebeldes e é fresco e mineral. Excelente para acompanhar pratos com alguma substância como os da cozinha tradicional da Beira Alta, esteve muito bem com este cozido feito com moira de Lamego, pernil de porco fumado, chouriço de porco preto e galinha. Um Dão muito porreiro :)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Terras do Demo Reserva Tinto 2008
Vinho da Cooperativa Agrícola do Távora, de Moimenta da Beira, mais conhecida pelos seus espumantes. Este tinto reserva de 2008 é feito com Tourigas Nacional e Franca, Alvarelhão e Tinta Barroca. Tem uma bonita cor rubi não muito carregada e não é muito encorpado. Estagiou em madeira usada. É um vinho diferente do que se está habituado e que foge à frutinha fácil, apontando mais para a terra. Com os quase seis anos de vida, ainda está jovem mas já pronto para a mesa. Esteve muito bem a acompanhar um bife de cebolada com umas batatas novas a murro. Com um preço a rondar os quatro euros é uma aposta mais que segura. Gostei muito.
Tons de Duorum Branco 2013
Vinho feito pelo Eng. José Maria Soares Franco com Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e um pouco de Moscatel Galego de vinhas situadas em solos xistosos entre os quatrocentos e os seiscentos metros de altitude, no Douro Superior. Abre com as notas do moscatel, ligeiro vegetal e notas cítricas. É fresco e tem uma boa acidez e bebe-se bem assim a solo ou a acompanhar comidas ligeiras como saladas ou mariscos, mas aguenta perfeitamente um prato mais elaborado, como um lombo de bacalhau confitado em cebola e alho, com um pouco de pimenta e umas tirinhas de pimento vermelho com batatas a murro a acompanhar. Encontra-se à venda em toda a parte e custa € 3,99 e como é apanágio dos vinhos de João Portugal Ramos, a relação qualidade preço é muito boa.
(vinho enviado pelo Produtor)
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Quinta de Saes Reserva 2011
Este é um dos meus brancos do Dão. Dois terços de Primus da Pellada a um terço do preço. É sempre um vinho que dá grande prazer na prova enquanto novo e que não vira as costas a uns anos em cave. Gostei muito do 2009 e do 2010 e este 2011 está muito bom, excelente a acompanhar um empadão de bacalhau e a pedir que se compre mais para guardar, já que deve estar muito melhor daqui a uns anos...
Quinta do Escudial Touriga Nacional 2011
Este é um tourigo quase fora de moda, feito sem passagem por madeira e a fugir aos aromas florais. Touriga Nacional sem artifícios, como se gosta dela no Dão. Precisa de decantação, dada a juventude, mas depois aparece sério e pronto a acompanhar muitos e bons pratos. Custa cerca de dez euros no ECI e esteve muito bem a acompanhar um frango feito como o da púcara da Estremadura. E com batatas fritas em azeite a acompanhar :)
Flor de Nelas Reserva 2009
Este é um vinho honesto do Dão, comprado na feira de vinhos do LIDL na modalidade leve dois e pague um, oferecido a menos de dois euros a garrafa. Combinação clássica das castas, estágio em madeira qb, bebe-se bem sem deslumbrar, mas com estrutura para acompanhar uma feijoada. Agora está a três euros e meio e vale bem a pena :)
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Empada de Coelho | Caves de São João Baga e Touriga Nacional 2010
Esta empada de coelho foi feita com sobras de um outro estufado feito como este. Com batatas Arran Banner a cozer em leite e coelho limpo de ossos, fiz um leve refogado com cebola. Juntei a carne do coelho e as batatas, temperei com noz moscada e fui envolvendo tudo com a colher de pau, juntando o leite da cozedura das batatas e molho do estufado do coelho até obter uma mistura húmida qb para não ficar seca no forno. Transferi a mistura para um tabuleiro de barro, cobri com queijo da ilha ralado e levei ao forno pré-aquecido a 180º C até o queijo derreter e alourar ligeiramente. Servi com uma salada de tomate.
Para acompanhar, escolhi o Caves São João, Baga e Touriga Nacional de 2010, um vinho do BairraDão muito bem feito. Levemente especiado, com leves notas de madeira, mais focado nos aromas frutais do que nos florais, tem taninos já quase domados, a indicar que daqui a uns anos estará melhor, mas já dá muito prazer a provar. Tem 14º de álcool bem integrados, mas convém ter uma manga à mão :)
Custa pouco mais de sete euros e teve 16,5 pontos na RV e por isso merece prova atenta :)
domingo, 30 de março de 2014
Pai Abel Chumbado, Quinta da Gaivosa 1999, PAPE 2005 e as harmonias...
Esta foi uma harmonização simples de comidas e vinhos, com pratos já testados e vinhos conhecidos, mas que mesmo assim me parece merecer divulgação. Jantar a abrir com umas entradas e já na mesa, Bacalhau à Conde da Guarda e o fantástico Pai Abel 2011, uma pérola da Quinta das Bágeiras. Ligação muito boa, naturalmente.
Ainda com o bacalhau, Quinta da Gaivosa 1999, com raça e nervo para acompanhar este emblemático prato e a fazer uma bela transição a acompanhar um galo feito à moda estremenha, na púcara. O Quinta da Gaivosa é um dos grandes vinhos tintos do Douro, obra do Eng. Domingos Alves de Sousa, com Anselmo Mendes e Tiago Alves de Sousa. Passados quase quinze anos após a colheita, o vinho ainda está ali para quase todas as curvas.
A seguir, um Pape 2005, de Álvaro de Castro, um ícone do Dão, feito com Baga da Pellada e na altura, com tourigo da Passarela, fresco e pujante, a finalizar o triângulo de vinhos em grande estilo.
domingo, 23 de março de 2014
Quinta do Ortigão Espumante Bruto
Já provei este vinho algumas vezes e é daqueles espumantes da Bairrada que me caiu no goto, muito pela boa relação qualidade/preço, já que se encontra no Jumbo a quatro euros. Fresco, com boa bolha, bebe-se muito bem a solo ou a acompanhar comida e esteve muito bem à mesa com um arroz de pescada e camarão feito como este e que estava absolutamente delicioso.
Quinta de La Rosa Tinto 2009
A Quinta de La Rosa situa-se no Pinhão e tem Jorge Moreira (Poeira, RCV) à frente da enologia. Este tinto de 2009 tem um preço de referência a rondar os dez euros, é feito com Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca e passa por madeira. Tem 14,5º de álcool, bem integrados e é um vinho que está redondo e bom para beber a acompanhar pratos com alguma complexidade como esta vitela mirandesa estufada em vinho tinto. É muito bem feito e capaz de agradar a qualquer pessoa que goste de vinho tinto, embora eu preferisse que fosse um pouco menos guloso :)
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