Este é um vinho honesto do Dão, comprado na feira de vinhos do LIDL na modalidade leve dois e pague um, oferecido a menos de dois euros a garrafa. Combinação clássica das castas, estágio em madeira qb, bebe-se bem sem deslumbrar, mas com estrutura para acompanhar uma feijoada. Agora está a três euros e meio e vale bem a pena :)
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Empada de Coelho | Caves de São João Baga e Touriga Nacional 2010
Esta empada de coelho foi feita com sobras de um outro estufado feito como este. Com batatas Arran Banner a cozer em leite e coelho limpo de ossos, fiz um leve refogado com cebola. Juntei a carne do coelho e as batatas, temperei com noz moscada e fui envolvendo tudo com a colher de pau, juntando o leite da cozedura das batatas e molho do estufado do coelho até obter uma mistura húmida qb para não ficar seca no forno. Transferi a mistura para um tabuleiro de barro, cobri com queijo da ilha ralado e levei ao forno pré-aquecido a 180º C até o queijo derreter e alourar ligeiramente. Servi com uma salada de tomate.
Para acompanhar, escolhi o Caves São João, Baga e Touriga Nacional de 2010, um vinho do BairraDão muito bem feito. Levemente especiado, com leves notas de madeira, mais focado nos aromas frutais do que nos florais, tem taninos já quase domados, a indicar que daqui a uns anos estará melhor, mas já dá muito prazer a provar. Tem 14º de álcool bem integrados, mas convém ter uma manga à mão :)
Custa pouco mais de sete euros e teve 16,5 pontos na RV e por isso merece prova atenta :)
domingo, 30 de março de 2014
Pai Abel Chumbado, Quinta da Gaivosa 1999, PAPE 2005 e as harmonias...
Esta foi uma harmonização simples de comidas e vinhos, com pratos já testados e vinhos conhecidos, mas que mesmo assim me parece merecer divulgação. Jantar a abrir com umas entradas e já na mesa, Bacalhau à Conde da Guarda e o fantástico Pai Abel 2011, uma pérola da Quinta das Bágeiras. Ligação muito boa, naturalmente.
Ainda com o bacalhau, Quinta da Gaivosa 1999, com raça e nervo para acompanhar este emblemático prato e a fazer uma bela transição a acompanhar um galo feito à moda estremenha, na púcara. O Quinta da Gaivosa é um dos grandes vinhos tintos do Douro, obra do Eng. Domingos Alves de Sousa, com Anselmo Mendes e Tiago Alves de Sousa. Passados quase quinze anos após a colheita, o vinho ainda está ali para quase todas as curvas.
A seguir, um Pape 2005, de Álvaro de Castro, um ícone do Dão, feito com Baga da Pellada e na altura, com tourigo da Passarela, fresco e pujante, a finalizar o triângulo de vinhos em grande estilo.
domingo, 23 de março de 2014
Quinta do Ortigão Espumante Bruto
Já provei este vinho algumas vezes e é daqueles espumantes da Bairrada que me caiu no goto, muito pela boa relação qualidade/preço, já que se encontra no Jumbo a quatro euros. Fresco, com boa bolha, bebe-se muito bem a solo ou a acompanhar comida e esteve muito bem à mesa com um arroz de pescada e camarão feito como este e que estava absolutamente delicioso.
Quinta de La Rosa Tinto 2009
A Quinta de La Rosa situa-se no Pinhão e tem Jorge Moreira (Poeira, RCV) à frente da enologia. Este tinto de 2009 tem um preço de referência a rondar os dez euros, é feito com Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca e passa por madeira. Tem 14,5º de álcool, bem integrados e é um vinho que está redondo e bom para beber a acompanhar pratos com alguma complexidade como esta vitela mirandesa estufada em vinho tinto. É muito bem feito e capaz de agradar a qualquer pessoa que goste de vinho tinto, embora eu preferisse que fosse um pouco menos guloso :)
segunda-feira, 17 de março de 2014
Loios Branco 2013
Acabado de chegar ao mercado, este Loios branco 2013 continua a ser uma referência nos brancos abaixo dos três euros. Vem de Estremoz, mas é fresco e vibrante, pronto para ser bebido a solo ou a acompanhar umas entradas marisqueiras ou mesmo pratos de peixe com alguma gordura, como este arremedo de bacalhau à braz, feito a correr e com as batatas fritas de pacote. Simples e directo, é como tinha referido aqui, um vinho para ter no frigorífico. Bela relação qualidade/preço, mas isso não é novidade nos vinhos do Eng. João Portugal Ramos.
(vinho enviado pelo produtor)
domingo, 2 de março de 2014
Quinta do Infantado Porto LBV 2007
Porto LBV não filtrado, feito em Gontelho, Covas do Douro, ali a uns quatro quilómetros do Pinhão, pelo João Roseira e pela Fátima Ribas, com Luís Soares Duarte como enólogo consultor. Abre com notas químicas e muita e boa fruta, madeira no ponto e alguma secura que fazem que apeteça sempre beber mais um bocadinho. Custa cerca de quinze euros e é um crime não provar e guardar umas garrafas para beber daqui a uns anos. Neste momento, está excelente para acompanhar bolos com frutos secos e cristalizados e qualquer queijo que se lhe meta à frente, ou ainda um naco de vitela mirandesa grelhada e temperada com pimentas.
Dona Maria Reserva 2005
Uma das referências incontornáveis do Alentejo, este Dona Maria Reserva 2005, feito com Alicante Bouschet, Petit Verdot e Syrah. Boas notas de fruta, madeira de luxo, levemente especiado, com frescura e acidez correctas, continua em grande forma, quase nove anos após a colheita. Grande vinho, que brilhou a acompanhar uma feijoada de pernil de porco fumado, com moira de Lamego, chouriço da Guarda e chouriço de porco preto Alentejano. Custa cerca de vinte e cinco euros, mas vale-os bem. Belo vinho.
Tons de Duorum Tinto 2012
Tons de Duorum é o vinho de entrada de gama da Duorum vinhos, de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco. Custa quatro euros e encontra-se em quase toda a parte. Este 2012 pareceu-me mais limpo na fruta e com menos madeira do que a edição anterior. Gostei muito da companhia que fez a um frango na púcara com legumes a acompanhar. Um vinho do Douro Superior feito para agradar e que agrada muito, ao preço.
(vinho enviado pelo produtor)
Terra d'Alter Touriga Nacional 2012
Este vinho foi comprado quase às cegas numa promoção do Pingo Doce. Saiu a três euros a garrafa e temos um tourigo do Alentejo, fresco e com acidez no ponto, nada cansativo. O preço normal é de seis euros e vale a pena comprar já para provar e merece que se guardem umas garrafas para acompanhar a sua evolução durante uns anos. Gostei muito de o provar com um entrecosto de porco no forno, batatas assadas e legumes cozidos a acompanhar.
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