segunda-feira, 17 de março de 2014

Loios Branco 2013




Acabado de chegar ao mercado, este Loios branco 2013 continua a ser uma referência nos brancos abaixo dos três euros. Vem de Estremoz, mas é fresco e vibrante, pronto para ser bebido a solo ou a acompanhar umas entradas marisqueiras ou mesmo pratos de peixe com alguma gordura, como este arremedo de bacalhau à braz, feito a correr e com as batatas fritas de pacote. Simples e directo, é como tinha referido aqui, um vinho para ter no frigorífico. Bela relação qualidade/preço, mas isso não é novidade nos vinhos do Eng. João Portugal Ramos.


(vinho enviado pelo produtor)

domingo, 2 de março de 2014

Quinta do Infantado Porto LBV 2007




Porto LBV não filtrado, feito em Gontelho, Covas do Douro, ali a uns quatro quilómetros do Pinhão, pelo João Roseira e pela Fátima Ribas, com Luís Soares Duarte como enólogo consultor. Abre com notas químicas e muita e boa fruta, madeira no ponto e alguma secura que fazem que apeteça sempre beber mais um bocadinho. Custa cerca de quinze euros e é um crime não provar e guardar umas garrafas para beber daqui a uns anos. Neste momento, está excelente para acompanhar bolos com frutos secos e cristalizados e qualquer queijo que se lhe meta à frente, ou ainda um naco de vitela mirandesa grelhada e temperada com pimentas.

Dona Maria Reserva 2005




Uma das referências incontornáveis do Alentejo, este Dona Maria Reserva 2005, feito com Alicante Bouschet, Petit Verdot e Syrah. Boas notas de fruta, madeira de luxo, levemente especiado, com frescura e acidez correctas, continua em grande forma, quase nove anos após a colheita. Grande vinho, que brilhou a acompanhar uma feijoada de pernil de porco fumado, com moira de Lamego, chouriço da Guarda e chouriço de porco preto Alentejano. Custa cerca de vinte e cinco euros, mas vale-os bem. Belo vinho.


Tons de Duorum Tinto 2012




Tons de Duorum é o vinho de entrada de gama da Duorum vinhos, de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco. Custa quatro euros e encontra-se em quase toda a parte. Este 2012 pareceu-me mais limpo na fruta e com menos madeira do que a edição anterior. Gostei muito da companhia que fez a um frango na púcara com legumes a acompanhar. Um vinho do Douro Superior feito para agradar e que agrada muito, ao preço.


(vinho enviado pelo produtor)

Terra d'Alter Touriga Nacional 2012


Este vinho foi comprado quase às cegas numa promoção do Pingo Doce. Saiu a três euros a garrafa e temos um tourigo do Alentejo, fresco e com acidez no ponto, nada cansativo. O preço normal é de seis euros e vale a pena comprar já para provar e merece que se guardem umas garrafas para acompanhar a sua evolução durante uns anos. Gostei muito de o provar com um entrecosto de porco no forno, batatas assadas e legumes cozidos a acompanhar.


Carolina Douro Branco 2012





Este Carolina é um vinho produzido pelo Luís Cândido da Silva, proprietário da Garrafeira Tio Pepe e com enologia de Jean-Hugues Gros. Feito a partir de uvas de Malvasia Fina da zona da Régua e Viosinho e Rabigato da zona de Tabuaço, é um vinho com estrutura para acompanhar pratos de peixe com alguma complexidade, como esta caldeirada feita com raia, safio, pata roxa e mais alguns peixes. Nesta edição de 2012 pareceu-me mais fresco. Muito bom ao preço (cerca de oito euros) é um vinho que merece prova atenta.


Dona Maria Petit Verdot 2010




Um monocasta de Petit Verdot de Julio Bastos, com enologia da Sandra Gonçalves. Floral e com boas notas de frutos do bosque, madeira muito bem integrada, é um vinho complexo e algo guloso a que apenas falta alguma frescura para brilhar. De qualquer modo, num dia frio e com umas tripas à moda do Porto, bebe-se com muito prazer. Custa cerca de quinze euros, valor justo face à qualidade do vinho.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mouchão 2005




O Mouchão é um dos vinhos míticos do Alentejo. Alicante Bouschet de vinhas velhas e longos estágios em madeira e na garrafa, aliados a uma história centenária, como referi de passagem aqui, fazem deste vinho uma referência incontornável. Uma garrafa custa trinta euros, o dobro do Ponte das Canas e menos de metade do tonel 3-4. Sério e grave e a crescer ainda, quase oito anos após a colheita, surge complexo no copo, balsâmico e fresco, mas cheio de fruta, especiado e com boas notas da madeira, taninos arredondados e um final enorme. Pede comida à altura, como este estufado de tripas e mão de vaca com grão de bico, os espanhóis callos con garbanzos, de que deixei nota aqui, numa saudosa trilogia com a Ana e o Luís.  


Grande vinho :)


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Adega Mãe Alvarinho 2012




Alvarinho de Lisboa, produzido pela Adega Mãe, empresa do grupo Riberalves, com enologia de Anselmo Mendes e Diogo Lopes. Muito bem feito, como seria de esperar de um Alvarinho de Anselmo Mendes, fresco e mineral, mas com corpo e estrutura para se portar muito bem à mesa. Custa sete euros no Continente e esteve brilhante a acompanhar um empadão de bacalhau. Altamente recomendado para beber já e guardar umas garrafas para acompanhar a sua evolução.


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Quinta do Noval Labrador Syrah 2010




À primeira vista, um vinho feito com Syrah na Quinta do Noval é o equivalente vínico ao Aston Martin Cygnet e decerto muita gente deve ter pensado onde é que estavam com a cabeça quando a empresa produtora do mítico Vintage Nacional se decide a lançar este vinho, mas na verdade foi uma boa ideia. Syrah no Douro, num registo elegante e fresco, é um vinho muito agradável e amigo da mesa. Custa pouco mais de doze euros na Garrafeira Nacional e é uma boa escolha ao preço. Provei-o a acompanhar um frango de capoeira estufado em vinho tinto no tacho de barro e ligaram muito bem.