quinta-feira, 14 de julho de 2011

Variações sobre uma Chanfana | Quinta da Falorca Touriga Nacional 2002

Creio que às vezes há que fundir, refundir e desfundir numa preparação alguns preceitos de cozinha para se alcançarem novos sabores e novas/velhas harmonias. Assim, sem mais, como foi o caso desta preparação inspirada na chanfana da beira (aqui com o porco a substituir a insubstituivel cabra velha) e na sua roupa velha, de que tinha dado conta aqui (embora sem fotos), a "sopa" de chanfana que aproveita as sobras da dita, com pão e couves. Muito se poderia pensar, antes de mais que é porco marinado em vinho tinto, assado no púcaro de barro preto e acompanhado de batatas (como a chanfana) e de couves (como a sopa dela). Nada mais errado... É uma variação e a quem varia tudo se lhe permite, até harmonias menos conseguidas o que aqui nem se verificou.

Em todo o caso a inspiração (ou a falta de melhor inspiração) levou-me a marinar uns nacos de perna de porco com pouca gordura em vinho tinto, alho, sal, pimenta preta, louro em folha e um pouco de sal durante quase um dia inteiro. Num tamparuére (graçola antiga) com tampa e no frigorífico (não no congelador, o que também é graçola antiga e sem piada). Aquecido o forno a 170º C, depositou-se a carne e a sua marinada, bem como banha de porco no púcaro de barro preto e o próprio púcaro dentro do forno.

A temperatura de 170º C num forno eléctrico justifica-se em pleno. Embora mais baixa que a temperatura inicial dos fornos a lenha onde se depositava tradicionalmente a chanfana, é possível manter essa temperatura durante o tempo que se quiser, ao contrário dos fornos a lenha que em geral tinham uma baixa inércia térmica, com apenas uma parede de 11 centimetros de barro maciço (tentativas desatradas de aumentar a inércia térmica recorrendo a areia davam como resultado o aparecimento da areia na comida, o que é tudo menos agradável... e irreversível, claro) e uma porta em chapa de ferro de 2 a 3 mm. Para evitar as perdas térmicas no interior do forno atacava-se o elo mais fraco, justamente a porta que era selada e forrada com estrume animal. De qualquer modo, o objectivo é manter uma temperatura tão proxima quanto possivel dos 100º C no interior do púcaro durante o tempo suficiente para amaciar a carne e evaporar parte do líquido e depois deixar a temperatura baixar lentamente (daí o recurso ao material - barro com alguma espessura - e à forma do púcaro, bojudo e com a parte superior mais estreita) deixando que a carne fique macia sem queimar por cima. Claro que no forno elécrico se pode fazer uma chanfana a 100º C, mas aqui o termo chanfana só se aplica à macieza da carne e nunca ao molho, que não reduziria.

Quando o porco estava macio e com o molho reduzido qb desliguei o forno. Acompanhei com as batatas cozidas da chanfana e com as couves da sopa de chanfana. E com o molho.
    


Esta "chanfana" de porco com as couves a acompanhar foi pensada para provar um vinho do Dão, o Quinta da Falorca Touriga Nacional 2002. Depois de ter provado as novidades do Dão no fim de semana passado, era tempo de revisitar um Dão clássico e com alguma idade. Este tourigo nunca foi um tourigo floral, antes delicado e elegante, afinado, um tinto de estilista, como já referia JPM no seu Guia de Vinhos de Portugal 2005. E nove anos depois da colheita, continua assim. Lindo ruby nada evoluido na cor, balsamico e algo mineral, com taninos domados mas ainda presentes e acima de tudo, veludo. Muita elegância a compensar alguma falta de complexidade e de profundidade. Bebe-se com enorme prazer, ainda mais se pensarmos que em novo custava € 12,50 à porta da adega e hoje se pode comprar na Despensa da Praça em Viseu por cerca de € 7,00. Não é para comprar às caixas (até porque não deve haver muito, afinal foram feitas apenas 6.634 garrafas - a minha era a 4142) mas é, para quem o encontrar, é um vinho a provar. Agora, mais para o Natal ou daqui a um ano ou dois, embora não pareça justificar grande guarda. Bom agora, está ele...  

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Feijoada de Camarão | Prova Régia Premium 2010

Trigésima sexta trilogia com a Ana e o Luís. O tema foi sugerido por mim. Camarões! Um must para a Ana que o Luís não negou. E de camarões está o inverno cheio, comem-se de todas as maneiras. Neguei a gula de os cozer e acompanhar com uma superbock gelada e resolvi ensaiar uma proposta do Luís, uma feijoada de camarões com as senhoras donas couves, de que eu bem gosto...

Comprei uns camarões 20/30 (com um peso por bicho a oscilar entre 33 e 50 gramas) e cozi-os (melhor seria dizer que os escalfei) em água com um pouco de sal, descasquei-os e devolvi as cascas e as cabeças (depois de as esmagar no almofariz) ao tacho onde cozi os camarões. Reservei os camarões e deixei apurar o caldo da cozedura durante uma hora. Entretanto, piquei uma cebola e esmaguei uns dentes de alho para o fundo dum tacho e juntei azeite a cobrir o fundo e umas rodelas finas de chouriço. Levei a lume esperto até a cebola alourar. Juntei o caldo da cozedura dos camarões e a couve (coração, acho) cortada fina. Juntei feijão branco (de lata, ainda terei que cozer feijão em casa, já que é muito melhor), um ar de pimenta preta, malagueta desidratada e moída e uma folha de louro. Deixei em lume brando até o feijão amaciar. Juntei os camarões e desliguei o lume. Servi ao fim de cinco minutos, tempo para os camarões reaquecerem.   


E para acompanhar, o Prova Régia Premium 2010. Um honesto Arinto de Bucelas que foi o preferido dos paineleiros da Revista de Vinhos, com uns 16 pontos em 20 e selo de boa compra na prova de vinhos brancos abaixo de 4 euros publicada no nº 258, de Maio de 2011.
13º de Arinto, marginalmente melhor que o Prova Régia "normal", cítrico e com ligeira agulha, ou cresce ou morre. Mas gostei da franca acidez e da forma como limpa o palato. Está um belo vinho para beber agora e suspeito que daqui a uns dois ou três anos é capaz de ser boa marida para umas sardinhas na telha ou uma caldeirada.  

terça-feira, 12 de julho de 2011

Areias Gordas 2009, Guru 2007, Bioma 2008 e Niepoort Vintage 2009

Depois da prova referida dois posts abaixo, jantar com vinhos de fora do Dão. Foie com maçã, rúcula e alface para acompanhar o Areias Gordas Colheita Tardia 2009.


DOC Tejo feito com Fernão Pires. Opulento e interessante. Um pouco mais de frescura e daria uma muito melhor prova. Ainda assim, vale a pena conhecer.


Polvo à moda das Rias Baixas, feito como tinha referido aqui, para acompanhar um dos topos do Douro, o Guru 2007. O polvo, do Algarve (congelado e vendido no Jumbo) e com quase dois quilos, encolheu desmesuradamente e tenho que dizer que o polvo galego do pingo doce é muito melhor.

 

O Guru é um vinho de Jorge Serôdio Borges e Sandra Tavares da Silva. Douro de topo, com preço a condizer (cerca de € 30,00). Grande branco!


Mas a cereja no topo do bolo foram os mais recentes vintages de Dirk Niepoort. O Bioma 2008, feito com uvas da vinha velha da Pisca, estagiou em meias pipas durante quase três anos. Muito fácil de gostar agora ou daqui a vinte anos. Já o Vintage 2009 está um portento de concentração e mais duro na prova, mas promete muito. Arejamento do vinho é obrigatório. Dois grandes vintages de Dirk Niepoort. 


É muito difícil não ficar fã. E este formato de meia garrafa é muito interessante para provar os vintages em novos. E a meia garrafa rondará os 30 €, valor justo face à qualidade.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bacalhau no Forno | Frei João Reserva 2009

Depois de um saudável convívio de mais de dez anos com o meu forno, com o dito nos ultimos quatro a proporcionar alguns belos assados aqui no blog, resolvi fazer o melhor bacalhau no forno que alguma vez comi. Prescindi dos fieis tabuleiros de barro e usei um singelo tabuleiro de alumínio, no qual deitei uma generosa porção de azeite a cobrir o fundo, alho esmagado e picado grosseiramente, pimenta preta em pó, uma colher de chá de pimentão doce em pó, sal marinho, tomate maduro em rodelas, pimento e cebola em fatias e batatas médias partidas em três. Levei ao forno previamente aquecido a 190º C e fui virando e regando com o molho, até as batatas estarem macias e quase douradas. Altura de juntar lombo de bacalhau demolhado com a pele para baixo e subir a temperatura para os 230º C. Ficou assim até o forno atingir essa temperatura. Depois, virei o bacalhau e deixei uns doze minutos até a pele ficar crocante. O bacalhau ficou um prodígio de sapidez, no ponto, nada seco e as batatas apanharam os sabores todos e alouraram qb. Fantástico e a justificar em pleno aquela velha máxima que diz que os peixes ficam cozidos no segundo em que deixam de estar crus...  


Para acompanhar este bacalhau escolhi um vinho das Caves São João, o Frei João reserva branco de 2009. Recentemente chegado ao mercado, é um vinho com uma relação qualidade/preço fantástica. Cheira e sabe à Bairrada e por cinco euritos a garrafa, é para comprar às caixas. E parece que os tintos midprice estão neste patamar de excelência, como atesta o Rui Miguel.




Dão Primores ou os Primores do Dão e do Douro @ Solar do Vinho do Dão


Nova edição dos primores do Dão e do Douro. Alguns produtores presentes, outros ausentes, pouco Douro.




A armada de António Narciso. Fonte do Gonçalvinho, Quinta das Marias, Quinta do Sobral, Quinta da Fata, Barão de Nelas e Quinta Mendes Pereira.


Quinta do Cerrado.

Provaram-se primeiro os brancos. Destaque para os Encruzados 2010 da Quinta das Marias e da Fata, com o Primus da Pellada 2007 de Álvaro de Castro que, não sendo nenhuma novidade, brilhou. Grande vinho, é pena ter um preço a condizer (cerca de € 32,00). Nos tintos, sobressairam as novidades de Álvaro de Castro e de Manuel Vieira que se levaram para a mesa do almoço. 


Álvaro de Castro e Manuel Vieira, antes do almoço.


Já ao almoço, Álvaro de Castro, Manuel Vieira e o António Madeira, que também levou o resultado das suas primeiras experiências para prova. 


Do outro lado da mesa, João Tavares de Pina e a única representante do Douro, a Fátima Ribas, Enóloga da Quinta do Infantado.


Tintos do Álvaro de Castro. H2O, de Baga e Touriga Nacional, Pi de Pinot Noir e TN100, de Touriga Nacional de uma vinha com 100 anos e outra com 120. 


O almoço era rancho à moda de Viseu que cumpriu e ajudou a confirmar que os vinhos do Dão pedem mesa e calma para serem provados.


Mais Álvaro de Castro, com o TN2010 e o premiado Pedra Cancela de 2009, do João Paulo Gouveia. Do 2010, nem rasto...


Mais um "intruso" do Douro (a par do Quinta do Infantado 2010), o António Lopes Ribeiro 2009, do ALR da Casa de Mouraz. Dos vinhos de Manuel Vieira não há fotos postáveis, mas eram  um Alfrocheiro, um Touriga Nacional e um Tinta Roriz, todos de 2010 e dos Carvalhais.


Fim de almoço, com alguns a levarem para casa os "despojos de guerra".


Os vinhos foram sendo provados, re-provados, objecto de conversa. Por mim fiquei siderado com os vinhos do Álvaro de Castro. O TN100 é um tourigo hiper concentrado que é capaz de integrar o lote do Carrocel. Um vinho fantástico. Fiquei fã do H2O, que é bem capaz de ser o PaPe 2010. O Pi se for engarrafado a solo é bem capaz de vir a ser o melhor Pinot Noir feito em terras Lusas. Destaque também para o Alfrocheiro dos Carvalhais. Austero e guloso ao mesmo tempo, elegante e potente, é um vinho a merecer ser seguido com muita atenção. O tourigo também em muito bom nível, como se espera e o Tinta Roriz a demonstrar que no Dão nem só a Touriga reina. Excelentes também os Tourigas da Fata e o Pedra Cancela. Seguros e bem feitos, os vinhos da Casa de Mouraz.  


Para acabar o almoço em grande, um LBV 2007 da Quinta do Infantado. Menos carnudo e mais elegante que em edições anteriores, está uma delícia de vinho. Excelente para fim de refeição mas não deve virar a cara a um bife com pimenta ou uma posta como se faz em Miranda do Douro.  

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quinta do Vallado @ Garrafeira Tio Pepe

Mais uma prova na Garrafeira Tio Pepe, desta vez com uma das mais prestigiadas quintas do Douro, a do Vallado, que foi de Dona Antónia e que tem como Enólogo o Francisco (Xito) Olazabal. Provaram-se as colheitas mais recentes.


Começou-se pelo Rosé de Touriga Nacional 2010. Um rosé bem feito, espartano, sem doçura residual e a pedir comida. Interessante. Depois, provou-se o branco colheita de 2010. Um branco do Douro, feito para agradar, agrada. Cumpre e é um belo vinho. Outro colheita, mas agora um varietal de Moscatel Galego. Quase um sumo de uva, mas com o toque do moscatel e muita secura. Um vinho a conhecer que me pareceu excelente para alguns pratos mais exóticos como sushi ou saladas com alguma complexidade. Para acabar os brancos, o reserva 2010. Muito pouco marcado pela madeira, fino e elegante, é um vinho de sonho. Algo low-profile se comparado com alguns monstros do Douro, mas é aí que reside a sua diferença. Não entra logo com tudo, é educado, muito bem educado. Um vinho muito sério e a pedir uma prova atenta e com comida por perto. 


Hora de passar aos tintos. Não provei o colheita, comecei pelo Sousão 2009. Tinto retinto e com uma acidez de branco, parece uma escolha excelente para uma lampreiada ou para um cabritinho no forno. Ainda muito jovem, pode beber-se agora ou daqui a uns anos. A seguir, o Touriga Nacional 2009. Um vinhão!
Para acabar, o reserva 2008. Mais tourigo que o touriga, apesar de apenas ter cerca de um terço de Touriga Nacional (de vinhas com cerca de 20 anos, sendo os restantes dois terços compostos de uvas de vinhas velhas e com castas misturadas) complexo e cheio de garra, já dá prazer a beber, mas o melhor é mesmo dar-lhe um ou dois anos de guarda. Grande vinho, a quase fazer esquecer que o topo de gama, o Adelaide não estava em prova...

A Importância de se Chamar Reserva ou o Reguengos Reserva Tinto 2008

Reserva, num vinho significa exactamente isso: Reserva! Significa que estamos perante um vinho que demora mais tempo a crescer, a atingir a idade adulta. Simplificando, um colheita é um cão, um reserva é um homem e um garrafeira é um elefante. Dito de outra forma, o colheita é para beber asinha e sem pensar muito, queremos é fruta e boa, o reserva é para reservar e beber mais tarde e com mais atenção e queremos é fruta e alguma madeira e boa e o garrafeira só começa a ser bebível quando consegue integrar a madeira no seu corpo. Como sempre, quando se fala de vinhos isto tanto pode ser uma verdade universal como uma anedota.
Isto a propósito do Reguengos Reserva Tinto 2008. Tem Trincadeira, Aragonez, Tinta Caiada e Alicante Bouschet e estagiou em madeira até atingir a maturidade (nota do contra rótulo). É um vinho elegante e bem feito, consensual (até demasiado consensual) e a um preço bomba de € 3,99. E tem lá a frutinha, tem lá a madeirinha, tem lá uma razoável acidez, tem um rótulo apelativo, com dourados e tudo. E tem os 14º de álcool que se esperam dum vinho Alentejano. Logo, não se lhe podem por defeitos, ainda por cima pelo preço a que é vendido. A cereja no topo do bolo é a frescura que apresenta. Nada madurão, mas tem tudo demasiado no sítio para encantar. Bebe-se e nada mais. 


Ainda assim, não deixou de ser boa companhia para um naco de perna de porco no forno com as suas batatas e uns grelos cozidos e salteados em azeite e alho...


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Salada de Sardinhas

Mais uma quarta feira, mais uma trilogia, a trigésima quinta. Salada, a sugestão do Luís a que eu e a Ana prontamente acedemos. E resolvi fazer uma evocação das sardinhas do São João e demais santos populares numa salada. Uma cama de alface temperada com um pouco de flor de sal e borrifada com uns salpicos de sumo de limão e azeite a fazer a base. Depois, tomate, cebola e pepino fatiados finos que marinaram um quarto de  hora em azeite, sumo de limão, sal e um ar de pimenta preta. Broa em fatias finas e salteadas em azeite e as sardinhas, de lata, a que retirei a espinha e a pele. Para finalizar, umas azeitonas pretas. 


E este prato alegre foi acompanhado com um dos meus vinhos brancos preferidos. Quinta de Foz de Arouce e de 2005. Feito de Cerceal e com estágio em madeira, ao fim de mais de quatro anos em garrafa perdeu um pouco da frescura inicial mas ganhou em termos de complexidade. Está mais maduro, a pedir temperaturas mais baixas e um bom peixe no forno. Grandioso!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sezim, Dalva e outros @ Garrafeira Tio Pepe... E Vintages da Niepoort

Aos trinta dias do mês de junho do ano da graça de 2011 e pelas dezoito horas, fez-se uma prova de brancos e tintos na GTP. Para que conste.

Moscato D’Asti Villa Iolanda (Itália) - Um espumante de moscatel com apenas 5,5º de álcool. Doce e algo pastoso a lembrar um colheita tardia com bolhinhas. Interessante.
Clip Loureiro bº 2010 (V.Verdes) - Um loureiro bem feito.
Giroflé Loureiro bº 2010 (V.Verdes) - Outro Loureiro, este da VDS, Não encantou. 
 Sezim Arinto & Sauvignon Blanc bº 2010 (V.Verdes) - Um vinho da casa de Sezim. Fresco, equilibrado e bem feito, a dar boa prova.
Sezim Loureiro & Sauvignon Blanc bº 2010 (V.Verdes) - Mais consensual que o com arinto, a pedir comida, nem que sejam uns simples camarões cozidos.
Alvarinho Terras de Conclave bº 2009 (V.Verdes) - Um alvarinho... 
Grandes Quintas bº 2009 (Douro) - Uma boa surpresa da Casa de Arrochela, este branco de Luís Soares Duarte.
Dalva Sunrise bº 2010 (Douro) - Dalva sem madeira.
Dalva Sunset bº 2010 (Douro) - Dalva com madeira, ambos interessantes e boas apostas ao preço.



Cistus Reserva tº 2007 (Douro) - Já conhecia e tinha deixado a nota de prova aqui.
Inquieto Reserva tº 2008 (Douro) - Bem feito e a pedir comida.
Quinta da Castainça Touriga Nacional tº 2008 (Douro) - Touriga porque sim, mas sem o lado floral.



Herdade da Madeira Velha tº 2010 (Alentejo) – sem álcool - Estranho do nariz à boca. Prefiro coca cola.




Niepoort Bioma V.Velha Vintage 2008 (V.Porto) - Profundo e muitíssimo elegante, pronto a beber. Um belo Vintage. 
Niepoort Vintage 2009 (V.Porto) - A surpresa da tarde. Um Vintage clássico em ano não clássico. Uma tentação de força e elegância. Não é vinho para meninos.




Mais uma bela prova num fim de tarde.




quarta-feira, 29 de junho de 2011

34ª Trilogia, a do Café - Café com Leite Condensado e Whisky

Esta foi a trilogia do cento. Cem, cento e uma e cento e duas preparações depois de 34 semanas destas trilogias. A trilogia do café, a mando da Ana. Para a semana há mais centos, mas foi esta semana que se entrou nos 100' s e logo com uma bela tarte da Ana. E com um assertivo Irish-Coffee do Luís. E com esta minha preparação que leva quase o mesmo que o Irish Coffee e é saborosa mas que acaba por ser uma contribuição quase de recurso nesta 34ª Trilogia. Café, claro, whisky, escocês de blend e de 12 anos (para mim a melhor escolha, já que mais novo fica a saber a pouco e mais velho ou single malt merece melhor sorte, como seja ser bebido a solo  - qualquer coisa como um Johnnie Walker black label ou equivalente serve às mil maravilhas) e para compôr o trio, leite condensado. Café a gosto, whisky a gosto e leite condensado a gosto, na cor, na marca, no tamanho, nas proporções que os canones se reservam para coisas mais importantes. Serve-se quente, morno ou gelado, ou com gelo. Ou como eu servi, com um pouco de hortelã picada. 


Feito assim a modos que às pressas, mas depois dum longo dia no Douro Superior, não deu para mais, que a paisagem é de cortar a respiração. E para a semana há mais.