terça-feira, 30 de junho de 2009

Variações sobre um HamBurger



Para o Ham, pedi no talho para picarem vitela da vazia, temperei com um pouco de sal marinho e compus em bifes altos com cerca de 180 g. Grelhei com um fundo de manteiga.

Para o molho, deixei uma cebola a suar em manteiga, juntei orégãos secos, pimenta partida, pimento confitado em azeite com um toque de vinho do porto, um dente de alho esmagado e sumo de laranja; deixei em lume muito brando até o molho reduzir. Juntei natas, salsa picada e um pouco de vinagre balsamico; desliguei o lume e fui mexendo o molho.

Para o acompanhamento, umas simples batatas assadas com a casca e servidas a murro com um fio de azeite.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quinta de Cabriz Encruzado 2008



Há três semanas atrás provei pela primeira vez o Encruzado 2008 da Qunta de Cabriz. Na altura achei o vinho muito fechado e dei-lhe uma classificação pessoal de 15,5. O vinho tinha-se apresentado algo confuso, longe do que eu esperaria, ainda mais, depois de ter provado em Dezembro passado a edição de 2007. Entretanto, fui vendo o vinho a ser notado com 16,5 (pelo Miguel) e obviamente quis voltar a provar. Refresquei a garrafa, decantei e servi; curiosamente (ou não) o vinho parecia outro. Apresentou-se bem no nariz, muito jovial e fresco na boca, com a madeira bem integrada, a demonstrar o potencial que já lhe tinha adivinhado. Reformulo a nota pessoal: 16. Parece-me que estará excelente para o Bacalhau da Consoada...

Sobre o Encruzado, ler mais aqui.

DSF - Moscatel Roxo Rosé 2008



Domingos Soares Franco, o brilhante enólogo da ilustre Casa José Maria da Fonseca tem um portfólio invejável na sua "Colecção Privada". Nos rosados, já tinha feito o Moscatel Roxo em 2007, muito bem recebido e o Malbec Clarete em 2008...

Este rosado Roxo de 2008 surpreende por ser uma bela bomba de fruta, ainda mais que o 2007; tem todos os atributos da casta, muita pujança, muita elegância... Tudo em grande equilíbrio. Nota pessoal: 16,8.

domingo, 28 de junho de 2009

4º Dado



Podia ser o primeiro (2000), o segundo (2001, o terceiro (2003) ou o quinto, já DODA, mas este é o quarto.

Fruto de ideias antigas (algumas quase se calhar, inconfessáveis), só no ano de 2000 é que Dirk Van Niepoort e Álvaro de Castro completam um sonho de Rolf Niepoort; um casamento do Douro (de vinhos de mesa) com o Dão (do tourigo quase omnipresente).

Dirk é um visionário no Douro; Álvaro é Mr. "Touriga Nacional". Das vinhas destes enormes produtores nasce o antigo sonho de Rolf, corporizado no dado, com um rótulo de vinho de mesa(?) e uvas das Quintas de Nápoles (Douro) e da Pellada (Dão).

Na edição de 2004 (o ultimo dado), o vinho ainda é uma circunspecta criança, de calções.

O vinho é absurdamente elegante no nariz, muito elegante na boca; elegância é mesmo a palavra que define este baluarte dos vinhos de mesa portugueses (lol). Se há mais Dirk ou Álvaro, nem sei, o vinho respira saúde e vontade de descansar em cave, mas a gostar desde já de se afirmar como um dos grandes tintos portugueses (nota pessoal:18). Mais informação aqui.

Chili de Azuki Para Tirar Teimas

Já tinha dito num post abaixo que o feijão azuki, "rulles" na Blogosfera; na sequência desse post (está abaixo), a Isabel diz que fez um "chili com carne" (deve ser o equivalente Mexicano ao nosso cozido) e usou esse feijão... Resultado, o seu "provador oficial", desdenha o feijão e refere que o nosso tuga feijão vermelho é mais saboroso. Então a Isabel sugere que faça o meu "chili com carne" e que use o feijão azuki... ah, e já agora, falar do feijão. Nada mais simples...



Deitei um fundo de bom azeite num tacho, juntei cebolinhas novas quase picadas e deixei em lume brando até a cebola estar transparente; juntei vitela picada (pedi no talho para picarem um pouco duma peça do cachaço), polpa de tomate, um pouco de whisky, malagueta cortada fina (sem sementes) e deixei a estufar. Adicionei pimenta preta moída, cominhos e um pouco de pimentão doce seco em pó. Juntei o feijão azuki, envolvi tudo e deitei num tabuleiro; levei ao forno pré-aquecido a 170º C para acabar de cozer e harmonizar sabores.




Em conclusão, dou razão ao "provador oficial" (filho) da Isabel...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Terra d' Alter Branco 2008

Mais um branco de 2008; o Terras d' Alter é um alentejano bem feito, com fruta aos molhos, que se bebe sem necessitar de pensar muito. Uma proposta interessante e barata (€ 3,50) para o quotidiano. Nota pessoal: 15.



Mais informação e prova mais detalhada no blogue dos manos Carvalho.

bye, mike... bye farrah





see you one of these days...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Azuki e Mirandesa em Paz

Confesso que há alturas em que podia saber bem ir fazendo uns post's descomprometidos (e sem títulos estranhos)... Mas com feijão azuki, vitela mirandesa e vinha paz reserva 2003 é complicado.

O feijão azuki rules na blogosfera, é bom e recomenda-se, mas não nos cura dos males do mundo. É um feijão e pronto (mas bom).

Deixei o azuki em água "de um dia para o outro", deitei-o num tacho com o triplo do seu (dele) volume em água, juntei sal, louro (pouco) e deixei a cozer.

Entretanto, fiz uma pasta com alho, sal, pimenta branca e um pouco de vinho branco e envolvi um naco de vitela com essa pasta; embrulhei em folha de alumínio e levei ao forno pré aquecido a 190º C. Deixei no forno durante uma hora, abri o invólucro e deixei alourar.

Quando o feijão se afigurava cozido, desliguei o lume e reservei. Num tacho, deitei uma alheira em pedaços, um pouco da água de cozer o feijão e deixei desfazer a alheira; juntei o feijão e deixei em lume brando a harmonizar sabores.

Servi com o feijão em "calda" de alheira e alface em salada.




Acompanhou com um Vinha Paz Reserva 2003. Feito no terroir de Silgueiros, Viseu pelo Dr. António Canto Moniz, apresentou-se muito elegante na prova de nariz; notas de barrica em grande nível, apesar da fruta algo escondida. Na boca, precisou de algum tempo para se mostrar em toda a sua plenitude. Apesar de ter "nascido" em 2003, ano quente, ainda está em muito boa forma. Belo vinho.(Nota pessoal: 17)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Leitão à Moda da Bairrada e Burmester Reserva 2006

Em Dezembro de 2007 falei um pouco sobre o leitão à moda da Bairrada (aqui).

Na verdade, o leitão à Bairrada é mesmo um dos meus pratos preferidos. Quando bem feito e bem acompanhado (com batatas cozidas e o molho do leitão, com uma salada à parte) é delicioso.




Claro que o acompanhamento natural deste prato, para mim, será sempre um grande tinto da bairrada ou um espumante tinto (gosto particularmente do Quinta das Bágeiras, que é bom e é proposto a um preço cordato - cerca de € 5,00).
No entanto, há algum tempo tinha provado um Casa Burmester Reserva 2006 e tinha ficado a pensar que podia ser uma boa companhia para o bácoro. E é, o vinho ainda está muito jovem e pujante, tem uma bela estrutura e taninos e um final longo. Tudo no ponto para acompanhar leitão agora ou outros pratos dentro de algum tempo. Nota pessoal: 16,5

Sardinhas de São João

As sardinhas assadas, para mim, são das coisas mais difíceis de harmonizar com um vinho; de uma forma geral, os brancos não aguentam aquela gordura... Talvez um rosé (penso sempre no Campolargo Rosé, feito com Pinot Noir - deve acompanhar bem) ou um tinto. A acidez dos vinhos verdes tintos normalmente liga bem com a sardinha, é pena haver poucas ofertas de qualidade.





O Boca de Sapo tinto nem é dos piores, mas ainda assim não faz jus a umas boas sardinhas assadas. Nota pessoal: 13,5.