terça-feira, 23 de junho de 2009

Massada de Enchidos e Bechamel para Herdade Grande 2006

Este prato, simples e muito saboroso, foi feito assim:

Num tacho, deitei um pouco de azeite e juntei morcela da beira, chouriço mouro e chouriço do Alentejo; deixei alourar um pouco e juntei cerveja. Ficou uns 20 minutos em lume brando, reservei os enchidos e juntei água quente no tacho; quando levantou fervura, juntei farfalle e deixei cozer al dente. Num tabuleiro, juntei a massa e os enchidos, incorporei molho bechamel e levei ao forno pré-aquecido a 210º C.




Servi com o Herdade Grande 2006, um tinto feito por António Lança, na Vidigueira. Este 2006 é elegante, com boa concentração, muito equilibrado. Nota pessoal: 16.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Chocos com Tinta para o Muros Antigos 2008

Estes choquinhos estavam fresquíssimos, saltaram para a grelha, foram temperados com sal e azeite e servidos com batatas cozidas.




O Muros Antigos Alvarinho 2008, feito por Anselmo Mendes aparece aqui depois de se ter recentemente provado o 3 Rios 2007, o Contacto 2008 e o espumante Muros Antigos 2005. Bem feito, muito elegante, mas ainda assim, um pouco abaixo do Contacto 2008. Nota pessoal: 16.

Porco Estufado em Vinho Tinto e Bardo 2005

O porco não terá grande história; uma peça da pá cortada em nacos e estufada em vinho tinto com feijão verde e um puré de batata a acompanhar.




Para acompanhar um Bardo 2005 - um tinto do Douro, correcto, ainda jovem.

"Aroma de boa intensidade, cheio de frutos silvestres, vegetal seco, tudo com bastante impacto. É um tinto de bom corpo, com taninos firmes mas gordos e maduros, acidez no ponto certo, e uma bela frescura e vivacidade no conjunto. Um vinho de que toda a gente gosta, com final amplo e apetecível." In, RV

Nota pessoal: 15,5

sábado, 20 de junho de 2009

Filetes de Espada Preto com Espargos e Béchamel, Arroz de Feijão Branco e Endívias em Maionese com Azeo Branco 2006 - White Day

Amanhã é dia de branco, parece; como a proposta da Mary, não é um concurso e não me apetece deixar isto em "piloto automático", esta é a minha proposta para o Dia Branco...

Deixei filetes de peixe espada a marinar um pouco com sal, limão e pimenta branca; enrolei-os à volta de espargos brancos e levei ao forno; quando se apresentaram cozidos, juntei béchamel e levei de novo ao forno (sem deixar gratinar). Entretanto, fiz um arroz de feijão branco e acompanhei com endívias, temperadas com um pouco de flor de sal e maionese.




Para acompanhar, um Azeo Branco 2006...

Vinho da Região do Douro, feito a partir das castas 70% Viosinho, 20% Vinhas Velhas e 10% Rabigato. Com uma cor citrina, o vinho mostra-se no aroma muito elegante, complexo e discreto, com notas muito frescas, cítricas e mesmo algum floral, evoluído posteriormente para algumas notas minerais e um ligeiro fumado proveniente da madeira. Na boca mostra-se fresco, com uma acidez muito equilibrada. Fino e complexo, com um bom carácter de fruta viva e muito fresca, encorpado, excelente evolução e equilíbrio, com um final muito fino e prolongado. (retirado daqui). Nota pessoal: 16.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mateus Rosé - Um Ícone Português

"O século XX assistiu ao nascimento e consolidação de MATEUS ROSÉ, a marca por excelência da Sogrape, como uma marca com dimensão verdadeiramente global. Com características que o tornam único, MATEUS ROSÉ pode afirmar-se como um cidadão do mundo, sendo reconhecido e apreciado nos sítios mais remotos, adaptando-se aos distintos gostos e culturas." (aqui)



Fernando Van Zeller Guedes foi o ideólogo deste vinho, lançado pela primeira vez em 1942 com o objectivo de conquistar um mercado global. Feito com Baga, Rufete, Tinta Barroca e Touriga Franca, este "rosado" foi-se afirmando e cumprindo o objectivo.

Será eventualmente o "nosso" vinho mais conhecido no mundo (o que não faz de nós bons, mas pronto).

E provar o vinho, mesmo sabendo que há rosés muito mais ambiciosos (na qualidade, não numa afirmação global)?

Refrescado (a cerca de 12º C), este rosado aparece pouco carregado na cor, pouco delicado no nariz, na boca, guloso (mas sem rebuçado), com algum gás, nem parece vinho. Parece mais um refresco (mesmo com os parcos 11º de álcool), para beber sem pensar, proposto a um preço cordato (€ 3,89). (nota pessoal: 14)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sopa de Pixeis









(just to say in a week we'll have a nice dinner)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Pitau de Raia by me and Três Rios by Anselmo Mendes

Nesta caldeirada, feita pelo meu Pai, já tinha falado do Pitau de Raia, um prato Tradicional da Praia de Mira.
No essêncial, o Pitau não é mais que uma "caldeirada" feita apenas com raia a que se juntam os fígados.


Assim, num tacho, deita-se azeite, cebola em rodelas, tomate bem maduro (pode ser com pele e graínhas, não faz mal nenhum), pimento (verde ou vermelho ou melhor, um pouco de cada) em tiras, pimentão doce, a raia cortada em pedaços e batatas de polpa branca às rodelas (a fazer camadas, mas quem já fez uma caldeirada dispensa estes apartes) e o fígado da raia. Junta-se água quase até cobrir os fígados e deixa-se a cozer em lume brando. O fígado da raia está cozido cerca de 5 a 10 minutos depois de levantar fervura - retira-se, desfaz-se com um garfo e junta-se alho picado, vinagre, pimenta branca e um pouco da calda da caldeirada. Quando as batatas e a raia estão macias, juntar esta calda e servir. (pode-se reduzir tudo a um caldo, mas eu prefiro desfazer apenas com o garfo).

Para acompanhar um Três Rios 2007 de Anselmo Mendes. Feito com as castas mais emblemáticas da região dos vinhos verdes associadas aos rios: Alvarinho (Minho), Loureiro (Lima) e Avesso (Douro). Foi considerado pela Revista de Vinhos uma das boas compras de 2008, com uma classificação de 16. Para mim, o vinho mostrou-se algo fechado e cansado, talvez a mostrar que já devia ter sido bebido (nota pessoal: 15)

domingo, 14 de junho de 2009

Contacto Alvarinho 2008 para Schnabel

Mais um vinho de Anselmo Mendes... O rótulo diz tudo sobre o vinho. Um Alvarinho à antiga, circunspecto, muito/demasiado novo ainda, mas a mostrar desde já que tem pernas para andar. Algo ávaro de aromas, vai abrindo no copo e mostra toda a exuberância floral da casta. Muito elegante na boca, nem se notam os 13º de álcool, com um final médio-longo. Um vinho que vai mostrar o seu melhor daqui a um ano ou dois, mas que dá já um enorme prazer (nota pessoal: 16,5)



Um acompanhamento natural para este vinho? Uma esplanada a olhar para o mar, ou este filme de Schnabel...

Cachaço de Vitela no Forno

Mais uma vitela Mirandesa. No tabuleiro deitei um fundo de azeite, uma cabeça de alho inteira, sumo de limão, pimenta e a "baca" passada por sal e alho. Deixei assar a baixa temperarura (90º C) durante quatro horas e servi com batatas assadas.




Para acompanhar um Quinta das Tecedeiras Reserva de 2002.

Sangria de Vinho Branco

Esta sangria foi feita com vinho branco (recomendo vivamente um vinho "bebível") a que juntei cerejas cortadas em metades, maçã e pêssego em calda (juntar também um pouco da calda). Deixar a descansar umas horas no frio e servir.