domingo, 14 de junho de 2009

Contacto Alvarinho 2008 para Schnabel

Mais um vinho de Anselmo Mendes... O rótulo diz tudo sobre o vinho. Um Alvarinho à antiga, circunspecto, muito/demasiado novo ainda, mas a mostrar desde já que tem pernas para andar. Algo ávaro de aromas, vai abrindo no copo e mostra toda a exuberância floral da casta. Muito elegante na boca, nem se notam os 13º de álcool, com um final médio-longo. Um vinho que vai mostrar o seu melhor daqui a um ano ou dois, mas que dá já um enorme prazer (nota pessoal: 16,5)



Um acompanhamento natural para este vinho? Uma esplanada a olhar para o mar, ou este filme de Schnabel...

Cachaço de Vitela no Forno

Mais uma vitela Mirandesa. No tabuleiro deitei um fundo de azeite, uma cabeça de alho inteira, sumo de limão, pimenta e a "baca" passada por sal e alho. Deixei assar a baixa temperarura (90º C) durante quatro horas e servi com batatas assadas.




Para acompanhar um Quinta das Tecedeiras Reserva de 2002.

Sangria de Vinho Branco

Esta sangria foi feita com vinho branco (recomendo vivamente um vinho "bebível") a que juntei cerejas cortadas em metades, maçã e pêssego em calda (juntar também um pouco da calda). Deixar a descansar umas horas no frio e servir.

Moelas Estufadas by me

Moelas de frango estufadas...

Num tacho, juntei cecola picada, alho esmagado e banha de porco; juntei polpa de tomate e as moelas. Adicionei vinho branco, sal, pimenta, cravinho e cominhos e deixei a estufar em lume brando; juntei ainda malagueta e mostarda e servi, com Super Bock mini.

sábado, 13 de junho de 2009

Choquinhos Salteados, Arroz de Tomate e Quinta do Carmo Branco 2008

Uma proposta simples; uns choquinhos salteados em azeite e alho com um arroz de tomate malandrinho...



Ainda não tinha provado o Quinta do Carmo Branco 2008. Apareceu a um preço um pouco abaixo do normal (cerca de € 6,80). É feito em Extremoz com Arinto e Antão Vaz. A primeira nota negativa começa ao abrir a garrafa - vedante sintético. Claro que o vinho tem um perfil que aconselha a que se beba jovem, mas uma rolhinha de cortiça, nem custava nada (não havia necessidade). O vinho é equilibrado, feito para se beber sem pensar muito. Segunda nota negativa, o rótulo e o contra-rótulo começam a descolar... Bem, vedante sintético e rótulo que descola? É para uma pessoa se esquecer da prova? (bem, nota pessoal: 15 - e por metade do preço há melhor).

Muros Antigos Espumante 2005

Este Espumante é feito por Anselmo Mendes em Monção, com Alvarinho e Alvarelhão; muito bem no aroma, muito fresco e frutado, com boa acidez, com bolhinhas muito elegantes. Para beber a solo. (nota pessoal: 16)


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Massada de Corvina para Ervideira Antão Vaz 2008

Esta massada foi feita assim:

Num tacho, deitei água, sal, orégãos secos, louro e pimenta preta; depois da água estar a ferver, juntei a corvina e deixei cerca de dois minutos. Retirei o peixe, limpei de pele e espinhas e reservei. Coei a água da cozedura e reservei.
Noutro tacho, deitei azeite e cebola picada; deixei a cebola ficar transparente e juntei polpa de tomate. Deixei estufar, juntei a água da cozedura do peixe, ovo (para escalfar) e macarrão riscado; deixei a massa cozer al dente e incorporei o peixe. Juntei salsa picada antes de servir.



Para acompanhar este Ervideira Antão Vaz 2008. Muito exuberante, com aromas cítricos e de fruto tropical, bela acidez. (nota pessoal: 16)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Parceria - CHOC-CHA-WA/BAS-AZE - bolo frio de CHOcolate, CHÁ verde e WAsabi e BAStardinho de AZEitão 30 Anos.

Há algum tempo vi esta receita aqui.
Um requintado chifon de chocolate com mousse de chocolate, mousse de chá verde e ganache de chocolate com wasabi. Este Bolo (receita de Filipe de Almeida Santos) ganhou o primeiro prémio no Festival de Chocolate de Óbidos no ano passado.
Assim, propus nova parceria virtual à Isabel.



A Isabel fez o bolo e eu sugiro este Bastardinho de Azeitão 30 Anos da Casa José Maria da Fonseca para acompanhar.

Este vinho era feito com uvas da casta Bastardo provenientes de uma vinha que foi arrancada. Ainda há à venda em garrafeiras (preço médio: € 80,00 uma garrafa de meio litro). É apenas um dos melhores vinhos fortificados feitos em Portugal (nota pessoal: 18,5).~

Panga, Peixe Gato - riscado ou a riscar?



O texto que transcrevo abaixo anda por aí a circular:


"O Peixe gato ou panga: a nova aberração da globalização 

O panga é um novo tipo de peixe que encontramos sobretudo sobre a forma de filetes, a um preço muito barato(?).O panga é um peixe de cultura intensiva/industrial no Vietname, mais exactamente no delta do rio Mekong e está a invadir o mercado devido ao seu preço.

Eis o que deve saber sobre o Panga:

Os Pangas estão infestados com elevados níveis de venenos e bactérias. (arsénio dos efluentes industriais e tóxicos e perigosos subprodutos do crescente sector industrial, metais contaminantes, bifenilos poli clorados (PCB), o DDT e seus (DDTs), clorato, compostos relacionados (CHLs), hexaclorocicloexano isómeros (HCHs), e hexaclorobenzeno (HCB)).

O rio Mekong é um dos rios mais poluídos do planeta.

Não há nada de natural nos Pangas - Eles são alimentados com peixes mortos restos e ossos de secas e de solo numa farinha, da América do Sul, a mandioca (mandioca) e resíduo de soja e grãos. Obviamente, este tipo de alimentação não sã não tem nada a ver com a alimentação num ambiente natural.

Ela mais não faz do que assemelhar-se ao método de alimentação das vacas loucas (vacas que foram alimentadas com vacas, lembra-se?) A alimentação dos pangas está completamente desregulada.. O panga cresce 4 vezes mais rápido do que na natureza ...

Além disso os pangas são injetados com PEE -alguns cientistas descobriram que se injectassem as fêmeas pangas com as hormonas femininas derivados de desidratado de urina de mulheres grávidas, a fêmea Panga produziria os seus ovos muito rapidamente e em grande quantidade, o que não aconteceria no ambiente natural (uma Panga passa a produzir assim aproximadamente 500.000 ovos de uma vez). Basicamente, são peixes com hormonas injectáveis (produzidas por uma empresa farmacêutica na China) para acelerar o processo de crescimento e reprodução. Isso não pode ser bom.

Ao comprar pangas estamos a colaborar com empresas gigantes sem escrúpulos e gananciosas que não se preocupam com a saúde e o bem-estar dos seres humanos.

Este comercio está a ser aceite por grandes superfícies que os vendem ao público em geral, sabendo que estão a vender produtos contaminadas.

Nota: devido à prodigiosa quantidade de disponibilidade de Pangas, este irá acabar noutros alimentos: surimi (aquelas coisas com pasta de peixe), peixe terrines e, provavelmente, em alguns alimentos para animais. ( cães e gatos!)"


Depois de ter lido algumas patetices em fóruns e blogues, fui ver do fundamento de algumas afirmações do texto. Parece-me que isto foi começado (ou, pelo menos potenciado) pelos pescadores Galegos que referem ter mandado analisar o peixe num laboratório acreditado.

Na verdade, o Parlamento Europeu, depois de ter sido questionado sobre a eventual toxicidade do peixe gato, pediu o resultado das análises (entretanto passaram-se dois anos). A ASAE, ao ser questionada, apenas refere que não é mais perigoso comer panga do que comer outro qualquer produto de aquacultura.

Pronto, é tudo. Se há pessoas que são ingénuas ao ponto de pensarem que se o peixe fosse mesmo tóxico entrava nos circuitos comerciais, bem que podiam procurar informação nos sítios certos. Eu não consumo, como aliás, deixei de consumir as ameijoas vietnamitas, desde que há algum tempo as preparei e sabiam mal...


Já agora, deixo um link para este artigo do El Pais...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Caldeirada de Borrego para dois Patos (Lewis and Donald)

No receituário tradicional Português, a carne de ovelha aparece em geral, apenas em preparações quase "de circunstância"; num aldrabo da beirã chanfana, num alentejano ensopado (preferencialmente de jovem borrego).
Esta proposta cruza a preparação da "nossa" caldeirada (de peixe, claro) com a adição de whisky (a "receita" original é do meu pai...)

Assim, num tacho, deitei um fundo de azeite, sal marinho, cebola em rodelas, alho esmagado, pimento vermelho em tiras, polpa de tomate, pimenta (branca e preta, passada no almofariz), um pouco de louro em folha, o borrego cortado em pedaços a fazer uma camada, mais cebola e pimento, as batatas (de polpa amarela - Desirée - cortadas em rodelas com um centímetro de espessura) a fazer a camada final... Juntei whisky (meia garrafa=35cl) e levei a lume brando. Quando o conteúdo do tacho levantou fervura, juntei um pouco de água a ferver até cobrir o preparado. Mantive em lume brando, sem mexer (ia só abanando o tacho) até as batatas estarem cozidas e macias, mas sem se desfazerem (a adição de álcool ao preparado, impede que as batatas se desfaçam)...



A caldeirada ficou fantástica, com as costeletas do borrego extremamente macias e sápidas...



e com uma parte da perna, absolutamente deliciosa...



Para acompanhar esta "caldeirada", um vinho de Luís Pato... O Vinha Barrosa 2001.
Já provado algumas vezes e sempre a mostrar-se em grande nível... A rolha, ao fim de oito anos está nova.
O vinho foi decantado, ligeiramente refrigerado (16º C) e servido; apresenta-se muito jovem na cor. No nariz, Baga, Baga, Baga (algumas notas de mentol, BTW) em suprema elegância. Na boca, fino e cheio (um paradoxo para o Eng. Luís Pato explicar) e mais Baga e mais elegância e muita estrutura, e muita complexidade; um final longo, uma enorme apetência gastronómica, a merecer em pleno a nota da Senhora Jancis Robinson (18, assino por baixo).

Ah, e parabéns ao Pato Donald - faz 75 anos, eh eh