segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cabrito Assado no Forno com Arroz de Miúdos no Forno

Bem, não há muito a dizer sobre este prato.
Parece que escolher um Quinta da Leda 2004 para acompanhar nem é má ideia...




O Folar Tradicional da Páscoa

Depois de ter visto muitos folares a desfilar pela blogosfera, apresento os tradicionais da Beira Litoral, zona da Gandara, cozidos em forno de lenha, bem como o pão, também em forno de lenha.



passou a páscoa



be back latter...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nacos de Tamboril com Massada de Tomate

simples, eficaz, muito bom, etc - apeteceu-me postar isto porque o "glorioso" empatou e a brincar, a brincar é o post 100 do ano...

deixei os lombos de tamboril a marinhar em vinho branco e um pouco de sal. envolvi em farinha de trigo e levei a óleo bem quente até alourar.
fiz uma base de cebola, tomate, pimento e orégãos, com um pouco de azeite e deixei a cebola amaciar; juntei o líquido da marinada e deixei a estufar em lume brando.
cozi massa "cotovelos" até ficar "al dente", passei por água fria e escorri. incorporei a massa na base dos vegetais e mexi até reduzir o molho.
servi...

terça-feira, 7 de abril de 2009

amuse bouche de queijo de cabra e salmão fumado

para petiscar antes de almoço (ou para almoçar)


Callabriga 2002

O Callabriga é um vinho de perfil contemporâneo, intenso e elegante, criado para reflectir a versatilidade e a actualidade dos vinhos do Douro.
Apresenta uma cor vermelha viva. O seu aroma, intenso e complexo, é dominado sobretudo por frutos maduros (groselha e cereja). Percebem-se ainda aromas balsâmicos (cedro e eucalipto) e de especiarias (pimenta, canela e coco), que resultam da sua maturação em madeira. É um vinho encorpado, equilibrado nos seus taninos e na sua discreta acidez, com um final persistente. Este conjunto confere-lhe a possibilidade de ser consumido desde já ou após evolução em garrafa que se advinha de grande nobreza.
É um vinho intenso e elegante, generoso que acompanha idealmente carnes vermelhas, caça grossa e queijos intensos. Para que atinja a sua plenitude deve ser aberto e decantado.
Produzido a partir de uvas das castas tradicionais do Douro, nomeadamente Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, plantadas na região do Douro Superior, próximo de Barca d'Alva, oriundas da Quinta da Leda e vinhas vizinhas de alta qualidade. As uvas, escolhidas nos talhões com maturação mais equilibrada e vindimadas à mão, são vinificadas na adega da Quinta da Leda. Após desengace total e suave esmagamento, as uvas entram em cubas de inox e/ou lagares robóticos, onde decorre a fermentação, com maceração prolongada e remontagem, sob temperatura controlada. Segue-se uma longa maceração pós-fermentativa para superior extracção aromática, que permite a transferência dos constituintes de qualidade da película da uva para o vinho.
O vinho é então transportado para Gaia entre Outubro e Dezembro, onde segue a sua maturação durante cerca de um ano em vasilhas de madeira de carvalho novo, de 225 litros de capacidade. O lote final é elaborado com base na selecção qualitativa das inúmeras provas, que permitem escolher os melhores vinhos, vasilha a vasilha, casta a casta. O lote final tem uma ligeira filtração antes de engarrafamento.


Em itálico porque retirado daqui

Ah, e acompanhou muito bem um bife de vitela na chapa (e disponibilizado a preço-bomba)...




a minha "penitência" está cumprida...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Quiche" de Presunto e Quêjo de Cabra com Crocante de Milho

Esta "quiche" foi feita a partir de fatias de queijo de cabra curado da beira baixa a que juntei umas fatias de presunto, pimenta em grão e azeite. Deixei uns dois ou três dias no frigorífico, deitei por cima de uma base de massa quebrada e levei a forno a 210º C. À medida que ia cozendo por baixo, o azeite ia-se depositando por cima e fui deitando farinha de milho para fazer o crocante. Nice and easy...



sábado, 4 de abril de 2009

Soalheiro 2007 e 2008 e Arroz de Tamboril




Há dez anos atrás, José António Salvador escreveu isto:

“…o Soalheiro Alvarinho 98, o melhor Alvarinho que até hoje provei. Há nesta colheita um equilíbrio entre aromas, corpo do vinho e teor alcoólico que o aproxima da perfeição. (…) É um vinho quase perfeito pela sua cor amarela brilhante, pelos aromas a boa fruta madura com grande riqueza floral, pelo macio dos seus sabores secos e persistentemente longos. Uma grande harmonia, um grande vinho branco em qualquer parte do mundo.”

E quem fala assim não é gago…

Efectivamente, este Alvarinho nos últimos dez anos foi melhorando e afinando o "estilo".
Tenho para mim que será um dos mais consistentes vinhos portugueses.
As colheitas de 2007 e 2008 deixam qualquer enófilo assombrado, pela extrema qualidade.
O Soalheiro 98 custava 1299$00 (€ 6,48); o 2007 está a €7,87 e o 2008 a €7,95. A qualidade melhorou, o preço manteve-se.






Para melhor degustar estas obras primas, resolvi fazer um arroz de tamboril um pouco diferente do que faço habitualmente. Assim, cortei cebola em rodelas finas e levei a confitar em azeite; juntei alho esmagado e pimento vermelho e deixei que a cebola quase se desfizesse. Juntei cenoura em cubos e couve branca em tiras, vinho branco, tomate pelado e deixei estufar. Juntei arroz carolino previamente passado pela sertã com um fio de azeite quente, lombos de tamboril, camarão pré descascado e camarão “normal”, bem como a redução da água de cozer o camarão, temperada apenas com sal e pimenta preta. Juntei ainda uma malagueta pequena e um ramo de orégãos secos. Deixei que o arroz ficasse “al dente” e servi.
A introdução da cenoura e da couve deram aromas e sabores vegetais ao arroz, o que permitiu realçar a fruta do vinho.

Perfect wine pairing with Mr António Esteves Ferreira wines and arroz de tamboril by me...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

sweet tropical temptation

são quatro ovos e cerca de duzentas gramas de açucar, mistura-se, junta-se umas seis colheres de sopa de farinha de trigo, envolve-se tudo, junta-se um mix feito de quatrocentas gramas de leite de coco e um cálice de aguardente de cana, adiciona-se um terço de um abacaxi cortado em pedaços pequenos. unta-se com manteiga e farinha uma forma "de buraco", deita-se o preparado e leva-se a forno a cento e trinta graus celsius durante o tempo necessário para cozer (parece que ir usando um palito para ver da cozedura fica bem). quando morno desenformar e servir. com uvas red globe fica bem, acho.




e para acabar o post em beleza, uma tentação de musica... tom waits há 22 anos...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Quinta de Foz de Arouce Branco 1995

Well, não sei por onde começar…
Ontem descobri esta botelha perdida na minha desorganizada garrafeira (consequência da falta de tempo e da ausência de um livrinho de notas).
De uma caixa de seis garrafas adquiridas em 1998, esta era a última que ainda restava.
É um vinho branco feito exclusivamente com a casta Cerceal no terroir da Quinta de Foz de Arouce (Lousã), local onde passei alguns anos da minha infância.
Abri o vinho e fiquei imediatamente extasiado com a sua cor: amarelo – ouro, mas com reflexos ligeiramente acobreados;
No nariz apresentava intensas notas de mel e frutos secos.
Na boca apresentou-se com uma elegância fantástica para a sua idade, ainda algum mineral, fruto seco, chá e mel. Sabor a fruta cristalizada e final melado.
Dava-me a sensação que estava a beber um colheita tardia, sem a dose habitual de açúcar.
Um dos Grandes Vinhos Brancos Portugueses a provar que sabe envelhecer com elegância e com muita afinação.
É preciso não esquecer que nesta idade (14 anos), é preciso ter sorte com cada garrafa.
Foi uma surpresa absolutamente fantástica e é por causa do prazer proporcionado por alguns vinhos envelhecidos que ainda tenho uma garrafeira particular.
Foi um momento único que fica associado a outra mudança na minha vida!