quarta-feira, 18 de março de 2009
Um Transmontano Folar
O Folar transmontano, quando bem feito é uma delícia (há uma bela receita do folar de Valpaços a pp 67 e 68 da Cozinha Tradicional Portuguesa). Este, de Gimonde, descobri-o no Modelo do NorteShopping. Bastante honesto, para o preço...
terça-feira, 17 de março de 2009
Sarrabulho
Prato obrigatório da matança do porco, nas Beiras. Fácil de recriar porque os ingredientes de base (carne, figado e sangue cozido de porco se encontram facilmente à venda).
Faz-se assim:
num tacho, deitar banha de porco, deixar aquecer e juntar a carne de porco cortada em pedaços pequenos; deixar alourar um pouco, juntar cebola cortada grosseiramente, alho, louro e vinho branco. Deixar estufar, juntar pimenta, colorau, cravinho e cominhos e o fígado. Quando o fígado já está macio, juntar o sangue cozido e cortado em pedaços e deixar acabar a cozedura e harmonização de sabores em lume muito brando.
Servir com batatas cozidas com pele e grelos cozidos (em relação ao acompanhamento, não vale a pena inventar, este é excelente).
Faz-se assim:
num tacho, deitar banha de porco, deixar aquecer e juntar a carne de porco cortada em pedaços pequenos; deixar alourar um pouco, juntar cebola cortada grosseiramente, alho, louro e vinho branco. Deixar estufar, juntar pimenta, colorau, cravinho e cominhos e o fígado. Quando o fígado já está macio, juntar o sangue cozido e cortado em pedaços e deixar acabar a cozedura e harmonização de sabores em lume muito brando.
Servir com batatas cozidas com pele e grelos cozidos (em relação ao acompanhamento, não vale a pena inventar, este é excelente).
segunda-feira, 16 de março de 2009
Quinta das Bágeiras
A Quinta das Bágeiras situa-se na Fogueira, Anadia. Já tenho falado por aqui da Produção do Mário Sérgio Alves Nuno. Efectivamente, são notáveis os seus espumantes Brutos (sem qualquer adição de açucar) pela elevada qualidade e aptidão gastronómica. O seu Branco Garrafeira está ao nível do melhor que se faz cá no Burgo e os tintos, especialmente os Garrafeira, são vinhos enormes, as aguardentes são excelentes, demonstrando o saber e profissionalismo deste senhor que neste ano de 2009 comemora 20 anos de trabalho na Quinta. Apresento 20 imagens de uma visita feita no sábado passado.
Ao Mário Sérgio, muitos parabéns e muito obrigado pela forma como me recebeu.


are you sure you whant to recycle these?

exterior da adega



alguns produtos na loja


Prémios, nomeações, etc (e havia mais...)




mais de 300.000 botelhas a "estagiar" na cave

tonéis aos molhos

ulha, a casa do Garrafeira Branco 2008 (pois, é pouco, mas muito bom...)

aguardentes a estagiar



O "Mestre"

o Produtor, o enólogo e a neta dele

back to the real world...
Ao Mário Sérgio, muitos parabéns e muito obrigado pela forma como me recebeu.


are you sure you whant to recycle these?

exterior da adega



alguns produtos na loja


Prémios, nomeações, etc (e havia mais...)




mais de 300.000 botelhas a "estagiar" na cave

tonéis aos molhos

ulha, a casa do Garrafeira Branco 2008 (pois, é pouco, mas muito bom...)

aguardentes a estagiar



O "Mestre"

o Produtor, o enólogo e a neta dele

back to the real world...
Caldeirada by my daddy and sparkling wine by Mário Nuno
Caldeiradas há muitas, talvez mais ainda que chapéus.
Parece que raia, tamboril e congro são indispensáveis. Nas minhas preferências junto o ruivo e as sardinhas. Dispenso salmão, moluscos e mariscos. Na Praia de Mira há um prato chamado Pitau de Raia (e aqui tenho que referir que a “Raia com molho de Pitau” publicada na pag. 144 da “Cozinha Tradicional Portuguesa”, da Maria de Lourdes Modesto, é muito diferente do que se faz/fazia na Praia de Mira) que é, no essencial uma caldeirada a que se junta o fígado da raia e que transforma este prato numa iguaria muito especial. Aliás, este prato seria idealmente feito com tremelga (uma prima da raia, mas com fígados maiores).
Ainda assim, a raia é um dos mais versáteis espécimes para brilhar a solo numa, neste caso “caldeirada”. Não tem truques, as receitas andam por aí, nos livros, mas só a experiência e a paixão pela cozinha permitem que no prato se saboreie uma bela caldeirada.
Esta foi feita pelo meu pai, com raia, congro e ruivo e estava soberba.
Também soberbo foi o acompanhamento de um Espumante muito especial, o Quinta das Bágeiras Bruto Natural (o Mário Nuno – produtor - acrescenta o “Natural” porque não acrescenta açúcar) de 2002 (cortesia do Mário Nuno; pois, parece que vai ter um post só para ele).


ás vezes sabe bem não cozinhar...
Parece que raia, tamboril e congro são indispensáveis. Nas minhas preferências junto o ruivo e as sardinhas. Dispenso salmão, moluscos e mariscos. Na Praia de Mira há um prato chamado Pitau de Raia (e aqui tenho que referir que a “Raia com molho de Pitau” publicada na pag. 144 da “Cozinha Tradicional Portuguesa”, da Maria de Lourdes Modesto, é muito diferente do que se faz/fazia na Praia de Mira) que é, no essencial uma caldeirada a que se junta o fígado da raia e que transforma este prato numa iguaria muito especial. Aliás, este prato seria idealmente feito com tremelga (uma prima da raia, mas com fígados maiores).
Ainda assim, a raia é um dos mais versáteis espécimes para brilhar a solo numa, neste caso “caldeirada”. Não tem truques, as receitas andam por aí, nos livros, mas só a experiência e a paixão pela cozinha permitem que no prato se saboreie uma bela caldeirada.
Esta foi feita pelo meu pai, com raia, congro e ruivo e estava soberba.
Também soberbo foi o acompanhamento de um Espumante muito especial, o Quinta das Bágeiras Bruto Natural (o Mário Nuno – produtor - acrescenta o “Natural” porque não acrescenta açúcar) de 2002 (cortesia do Mário Nuno; pois, parece que vai ter um post só para ele).


ás vezes sabe bem não cozinhar...
sábado, 14 de março de 2009
Notas do Jantar no Degusto
Na sequência de um belo jantar na fooding-house, o João Roseira tinha proposto uma prova dos seus vinhos da Quinta do Infantado igualmente com jantar e no mesmo espaço. Devido a… coisas, não foi possível fazer esse jantar (cancelado apenas umas horas antes). Como o João já tinha trazido os vinhos, conseguiu, em tempo record, marcar um jantar no Degusto, em Matosinhos.

amuse bouche (não me lembro do nome, mas o little pig estava excelente)

Atum curado com molho de salva e sementes de sésamo


Vitela “de comer à colher” sobre dobrada com feijão branco

Vitela “de comer à colher” com espinafres salteados

Fondant de chocolate com sorvete de laranja

Tarte de Amêndoa com gelado de canela

Provaram-se os seguintes vinhos:
Quinta do Infantado White Port - sim, aquele que está à venda nos hipéresemercados a um preço mais que convidativo.
Quinta do Infantado Reserva 2003 (em Magnum)
Quinta do Infantado 2007 (amostra de Barrica)
Quinta do Infantado Reserva 2007 (amostra de Barrica)
Quinta do Infantado Porto Vintage 99
Quinta do Infantado Tawny 10 anos
Um grande obrigado ao João Roseira e à Fátima Ribas.

amuse bouche (não me lembro do nome, mas o little pig estava excelente)

Atum curado com molho de salva e sementes de sésamo


Vitela “de comer à colher” sobre dobrada com feijão branco

Vitela “de comer à colher” com espinafres salteados

Fondant de chocolate com sorvete de laranja

Tarte de Amêndoa com gelado de canela

Provaram-se os seguintes vinhos:
Quinta do Infantado White Port - sim, aquele que está à venda nos hipéresemercados a um preço mais que convidativo.
Quinta do Infantado Reserva 2003 (em Magnum)
Quinta do Infantado 2007 (amostra de Barrica)
Quinta do Infantado Reserva 2007 (amostra de Barrica)
Quinta do Infantado Porto Vintage 99
Quinta do Infantado Tawny 10 anos
Um grande obrigado ao João Roseira e à Fátima Ribas.
johnredrosewines at...
Pois, parece que se iam provar uns vinhos do João Roseira, da Quinta do Infantado e provaram-se... no Degusto. Belo Jantar...
Be back soon to tell more about this dinner...

João Roseira e Rita Marques


O espaço...
Thanks, Johnny and Fátima (pelos vinhos e companhia)
Em verdade, em verdade vos digo (e aqui ninguém me ignora ou apaga post's) só fui por Vós (redrose e fatucha); a alternativa de jantar em casa ou ir morfar uma fuda fixe com binhos da concorrência a preços cordatos passou-me pela head... (more up...)
Be back soon to tell more about this dinner...

João Roseira e Rita Marques


O espaço...
Thanks, Johnny and Fátima (pelos vinhos e companhia)
Em verdade, em verdade vos digo (e aqui ninguém me ignora ou apaga post's) só fui por Vós (redrose e fatucha); a alternativa de jantar em casa ou ir morfar uma fuda fixe com binhos da concorrência a preços cordatos passou-me pela head... (more up...)
sexta-feira, 13 de março de 2009
Concha Buika
Well, isto é suposto existir para se hablar de comida, mas na véspera de um dinner com redrosewines and jañafood at cafeínafoodinghouse, nem se cozinhou nada digno de postar...
Concha Buika, ladies and gentlemen...
(é de mim, ou esta voz arrebata? e sem Mariza, yupi...)
Concha Buika, ladies and gentlemen...
(é de mim, ou esta voz arrebata? e sem Mariza, yupi...)
quinta-feira, 12 de março de 2009
amores e desamores
Confesso que não gosto da Mariza, mas esta música com Concha Buika é qualquer coisa de fantástico (gracias, Conchita)
quarta-feira, 11 de março de 2009
Cachaço de Porco Preto by me...
Comecei esta preparação com tempo e sem nenhum fito definido; não me inspirei em qualquer receita. O único pressuposto foi a preparação de uma peça do cachaço de porco preto. O cachaço do porco preto, para mim, presta-se a ser grelhado no carvão, mas, caramba, apeteceu-me fazer assim:
_cortei toscamente uma cebola e deitei no fundo do púcaro de barro preto; juntei a peça do cachaço, uma alheira, banha de porco, um pouco de sal e vinho tinto a cobrir. Levei ao forno (a 130º C durante cerca de duas horas e meia).
_entretanto, fui imaginando o sabor, textura, já a pensar num acompanhamento...
_quando a carne já estava macia, retirei-a do púcaro. Estava com um aspecto fantástico. Olhei para o molho que se tinha formado e... provei (lol). Estava delicioso... Que me lembrei de fazer? Reservei a carne no forno e deitei o molho num tacho. Juntei um pouco de água e deixei em fogo lento; fui mexendo até obter uma textura homogénea.
_peguei numa lata de feijão branco, abri-a, escorri o líquido e passei o feijão por água quente (usei feijão de lata porque aquela calda estava mesmo a pedir feijão, não ia esperar pelo dia seguinte para cozer o feijão); cortei em tiras grosseiras algumas folhas de couve branca e deitei tudo para o tacho.
_deixei "apurar" em fogo lento e servi com a carne fatiada.
Confesso que o resultado superou (e em muito) as minhas expectativas. Este "mix" de preparações resultou num prato fantástico.



_cortei toscamente uma cebola e deitei no fundo do púcaro de barro preto; juntei a peça do cachaço, uma alheira, banha de porco, um pouco de sal e vinho tinto a cobrir. Levei ao forno (a 130º C durante cerca de duas horas e meia).
_entretanto, fui imaginando o sabor, textura, já a pensar num acompanhamento...
_quando a carne já estava macia, retirei-a do púcaro. Estava com um aspecto fantástico. Olhei para o molho que se tinha formado e... provei (lol). Estava delicioso... Que me lembrei de fazer? Reservei a carne no forno e deitei o molho num tacho. Juntei um pouco de água e deixei em fogo lento; fui mexendo até obter uma textura homogénea.
_peguei numa lata de feijão branco, abri-a, escorri o líquido e passei o feijão por água quente (usei feijão de lata porque aquela calda estava mesmo a pedir feijão, não ia esperar pelo dia seguinte para cozer o feijão); cortei em tiras grosseiras algumas folhas de couve branca e deitei tudo para o tacho.
_deixei "apurar" em fogo lento e servi com a carne fatiada.
Confesso que o resultado superou (e em muito) as minhas expectativas. Este "mix" de preparações resultou num prato fantástico.



domingo, 8 de março de 2009
Essência do Vinho 2009
Fim de semana... Decorreu, no Palácio da Bolsa da muy nobre e inbicta cidade do Porto, mais uma Edição da Essência do Vinho...

a "Anémona" é só para chatear, é que ontem à tarde estava um tempo fantástico...

o interior...

a cobertura...

aspecto geral do interior...

Francisco Olazabal, pai e filho, da Quinta do Vale Meão...

Francisco Olazabal e João Brito e Cunha...

Domingos e Tiago Alves de Sousa

Domingos Alves de Sousa e a Patricia com o fabuloso Abandonado 2005 (pedi à Patricia para segurar a garrafa, sempre fica melhor na fotografia). Este vinho, bela e genial criação foi provavelmente o rótulo mais cobiçado do evento, depois de ter sido considerado o melhor vinho Português por "Robert Parker".
Sem sombra de dúvida um enorme vinho em qualquer parte do mundo. Parabéns...
(ah, aquela "coisa" com publicidade à TMN era um livre-trânsito)

a "Anémona" é só para chatear, é que ontem à tarde estava um tempo fantástico...

o interior...

a cobertura...

aspecto geral do interior...

Francisco Olazabal, pai e filho, da Quinta do Vale Meão...

Francisco Olazabal e João Brito e Cunha...

Domingos e Tiago Alves de Sousa

Domingos Alves de Sousa e a Patricia com o fabuloso Abandonado 2005 (pedi à Patricia para segurar a garrafa, sempre fica melhor na fotografia). Este vinho, bela e genial criação foi provavelmente o rótulo mais cobiçado do evento, depois de ter sido considerado o melhor vinho Português por "Robert Parker".
Sem sombra de dúvida um enorme vinho em qualquer parte do mundo. Parabéns...
(ah, aquela "coisa" com publicidade à TMN era um livre-trânsito)
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