domingo, 11 de janeiro de 2009

Uvas Douradas

Na sequela do artigo da proteste sobre vinhos da Bairrada, onde elegeram o "uvas douradas" como a escolha acertada (aqui), não podia deixar de desembolsar € 1,49 e "provar" essa maravilha.
Na verdade comprei e até fiz o sacrifício de dar uma chance ao binho, mas nada que eu pudesse fazer o transformaria numa coisa bebível. Que bela porcaria...


sábado, 10 de janeiro de 2009

Cubos de Atum do Eng. Belmiro em Salada

No outro dia passei no modelo e vi uma embalagem de atum em cubos que não conhecia e ainda por cima a um preço bem simpático; quando a esmola é grande o pobre desconfia, mas como a perda não era grande saltou para o cesto das compras. Bem, já agora porque não enfiar um saco de legumes congelados e fazer uma salada daquelas que são mesmo muito rápidas de fazer para experimentar os cubitos? Foi o que fiz. Modo de preparação? o normal, com cebola roxa, pimenta e maionese.
Confesso que não gostei nada da textura, mole, e pouco do sabor...
Alguém já provou estes cubos?


Dois Dias em Trás os Montes e a Neve

Por motivos profissionais fui passar dois dias no interior norte de Tugal (que sacrifício, eu nem gosto nada de lá ir...). Na quinta feira, em Torre de Moncorvo, a meio da tarde, a paisagem a partir da Biblioteca era fantástica; estava frio, mas aquela luz era absolutamente arrebatadora). Na sexta, em Vila Nova de Foz Coa, o amanhecer foi sem neve, mas depois, em Mogadouro, toda ela cobria a envolvente do Castelo. Passagem ainda por Penas Róias e Algoso (um dos mais fantásticos castelos que conheço - uma pessoa sente-se pequenina no meio daquela paisagem, mas ao mesmo tempo sente que domina o mundo; é absolutamente fantástico).
Há dias em que sabe mesmo muito bem trabalhar...






quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lombinho de Porco em Molho de Leitão

No Natal tive o privilégio de degustar um bom leitão à moda da Bairrada. Ainda trouxe comigo um frasco de molho do dito. E porque não honrar um lombinho de porco com esse fantástico molho? Então, deitei o lombinho sobre pelicula de aluminio, deitei o molho do "leitão" e embrulhei... levei ao forno a 210º C durante uma hora (entretanto fui virando) e cozi bróculos com massa meada para acompanhar.
O acompanhamento foi propositadamente "banal" porque o lombinho ficou fantástico.
E, na sequência do post anterior, com o reconhecimento do "Abandonado" pelo Sr. Parker, resolvi abrir um Quinta do Vale da Raposa Tinta Roriz de 1998 que estava um espanto.







segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pescada com Molho de Camarão

Esta é uma das minhas formas preferidas de degustar pescada. Em posta de cozer, grande, vai a estufar em cama de cebola e pimento, com azeite e cerveja; quando estiverem estufadas, retira-se e reservam-se em local quente. À parte cozem-se batatas e, noutro tacho, alguns camarões com sal e piri piri. Quando os camarões estiverem cozidos, retiram-se, descascam-se e deitam-se as cabeças na água onde cozeram. Passa-se a varinha, deixa-se reduzir o molho, coa-se e junta-se ao molho onde a pescada estufou; passa-se a varinha por forma a obter um molho aveludado.
Junta-se um fio de azeite às batatas, leite e noz moscada e bate-se até obter um puré cremoso.
No prato, deita-se a pescada a que se retirou pele e espinhas, deita-se os camarões por cima, o puré e rega-se com o molho.



domingo, 4 de janeiro de 2009

Um Bacalhau em Homenagem a Gomes de Sá

Este bacalhau foi inspirado na receita de Bacalhau à Gomes de Sá, com algumas alterações, nomeadamente a inclusão de mais vegetais. Fiz assim:

_comecei por escalfar postas de bacalhau e cozer ovos, retirei e limpei de peles e espinhas; desfiz em lascas e deixei a marinar em leite a ferver com alho e louro durante uma hora;
_cozi batatas, nabos, cenoura, grelos e ovos e reservei;
_no tacho de barro, deitei azeite, alho, cebola roxa e pimento vermelho; deixei a confitar a baixa temperatura. Juntei pimenta. Subi o lume e juntei o bacalhau. Deixei levantar fervura e adicionei os vegetais, mexendo com a colher de pau. À medida que os sabores e texturas iam ligando, adicionei um pouco do leite da marinada do bacalhau, mexendo sempre, mas sem desfazer os vegetais. Juntei os ovos cozidos cortados grosseiramente e azeitonas pretas; deixei um bocado em lume brando e levei a forno pré aquecido a 210º C para alourar.

Acompanhou com um Quinta da Fata Encruzado de 2006.







sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Jantar de Fim de Ano

Bem, o jantar foi como segue:

_entradas: chouriço de porco preto assado em álcool e morcela de arroz cozida e passada por azeite - ambas do Continente e não me pareceram nada más...
_pasta feita com sardinha de lata (do Continente), a que tirei as escamas e espinhas, desfiz com um garfo, juntei couve flôr em pickles picada, maionese e um pouco de sal - estava uma delícia.
_uma verdadeira chanfana de cabra velha feita em forno de lenha (pois, do Natal, porque este prato fica ainda melhor quando é aquecido.
_sobremesa - ananás em calda de açucar e vinho do Porto; facílimo de fazer e muito agradável;
_bebidas: um espumante de vinho verde rosé da Quinta do Ferro (muito interessante, no Verão voltarei a ele), o Herdade do Esporão branco Reserva de 2007 (talvez o melhor Esporão reserva de sempre...) e por fim, um vinho produzido no berço do Barca Velha, o fabuloso Quinta do Vale Meão de 2003, que estava enorme!
_um Whisky Buchanans, que é dos meus favoritos.







quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Porto Quinta da Revolta Vintage 2002

Este Porto Vintage pode nem ser fácil de encontrar, mas surgiu num ano "atípico", e de todos os grandes "rótulos" desse ano sempre tive o prazer de provar grandes vinhos, tintos ou brancos. Confesso que não esperava um vintage como este; ainda "revoltado", mas a deixar-se beber (com muito prazer) e seguramente, com muitos anos pela frente...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Açorda de Caranguejo Real

Há uns tempos que o supermercado onde sabe bem pagar tão pouco tem à venda umas patas de caranguejo real da Noruega congeladas. No outro dia comprei sem saber muito bem o que ia fazer com elas. Ainda pensei em fazer um arroz, mas depois lembrei-me de uma açorda que tinha feito há algum tempo e pronto, foi uma açorda feita assim:

Num tacho deitei água, um pouco de sal, pimenta, piri piri, louro e as patas do caranguejo e levei ao lume. Deixei cozer cerca de dez minutos, retirei as patas e descasquei-as; reservei a carne. Coei a água da cozedura e deitei-lhe pão em fatias finas. Noutro tacho, deitei azeite e dois dentes de alho esmagados. Deixei que o alho aromatizasse o azeite e retirei o alho. Juntei o pão e fui mexendo em lume brando. À medida que a água ia evaporando, fui adicionando mais água da cozedura do marisco. Quando a mistura ficou homogénea, juntei a carne do caranguejo, mexi e juntei um pouco de coentros picados. Acompanhou com um espumante Luís Pato Baga, um belo espumante a um preço muito cordato.