sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Atum na Chapa by BB

Este não é by me... é BB (big Bife)

_entradas: azeitonas em azeite aromatizado com ervas e polvo de cebolada, uma delícia.
_prato: atum fresco grelhado na chapa com batata assada e cozida (pediram-se as duas para ver quais ligavam melhor). Gosto muito do atum marinado em vinho branco, alho e limão e grelhado na chapa e no fim passado por um pouco de manteiga.
_sobremesa: Queijo de ovelha com doce de abóbora (chlép).
_a acompanhar, um intereessante Quinta do Carmo Branco de 2006.







terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vinhos de Fim de Semana e Tripas à Moda do Porto

Sobre as Tripas à Moda do Porto, acho que é consensual (para quem gosta) que é uma das melhores coisas que se pode degustar nesta altura do ano. Como é repost, a receita está aqui.
Quanto aos vinhos, depois de ter provado umas coisas mesmo muito boas, neste fim de semana provaram-se duas coisas com belíssimas relações qualidade/preço.
O Adega de Pegões colheita seleccionada 2007 é um belo branco a um preço imbatível. Feito com chardonnay, arinto e antão vaz e com um estágio de três meses em madeira. Fresco, muito frutado,com uma bela acidez e com bons toques da madeira do estágio. Por € 3,00, acho que não se pode pedir mais.
Já o Roda dos Coelhos, é um vinho feito pela Herdade dos Coelheiros para o Grupo Jerónimo Martins. Com um perfil muito parecido com o Vinha da Tapada. Feito com trincadeira, aragonês e syrah. É um vinho sem arestas, fácil de gostar. Para o preço (cerca de € 4,00) revela-se bastante bem.



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Uma Pá de Porco no Forno e Pêras...

Outono, começa a apetecer ligar o forno.
Deixei uma parte da pá de porco (mais ou menos 1 kg) a marinar em vinho branco e alho esmagado, juntei um pouco de banha de porco e levei ao forno. Juntei umas pêras e uns pimentos vermelhos muito pequenos e deixei assar. Fica bem acompanhado com um arroz branco.
Absurdamente simples e de belo efeito...





segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Cafeína Fooding House and a Big Dinner at Big Bife

O Cafeína é um Restaurante da Foz do Porto que dispensa apresentações. Há uns meses abriu um novo espaço, dirigido pelo Frexou, a Fooding House, que é um Wine Bar. Ás sextas feiras costuma haver provas de Vinhos com a presença dos produtores, o que constitui evento em geral a não perder, depois do trabalho e antes de jantar. Na outra sexta, apresentação dos vinhos do Morgadio da Calçada, desenhados pela Niepoort, um branco e um tinto correctos, elegantes, mas sem deslumbrar e uns Vinhos do Porto (branco, Tawny e LBV).
Já se andava há algum tempo a combinar um jantar entre amigos e pronto, foi desta. Depois de discutir onde se podia ir eu sugeri o Restaurante Big Bife, na Estrada Exterior da Circunvalação, sitio simpático, o proprietário-gerente-cozinheiro-empregado de mesa-escanção, o Vitor, bom cozinheiro, bons vinhos quase a preços de garrafeira (pois, não se paga o dobro ou o triplo como na maioria dos restaurantes).
E lá fomos... As entradas, tábua de enchidos (paio e presunto de bom nível), alheira de caça e leitão estavam excelentes. Para jantar pedimos umas costeletas de Vitela grelhadas (a carne lá é excelente, ou não se chamasse o restaurante Big Bife) com umas batatas assadas com pele e aromatizadas com azeite e alho que também estavam uma maravilha. Sobremesa, queijo de ovelha com doce de abóbora (feito pelo Vitor). Quanto a vinhos, começou-se com um Duorum 2007 (um Projecto de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco para o Douro, um belo vinho, ainda muitíssimo jovem), seguiu-se um Quinta do Carmo 2002 (um belo Alentejano em ano "maldito"), um Pontual Reserva 2004 (outro Alentejano, muito guloso...) e por fim a cereja no topo do bolo, aquele que é provavelmente o mais mítico vinho português, o fabuloso Barca Velha (neste caso o 1999), que nasceu em 1952 de um sonho de Fernando Nicolau de Almeida.
Jantares assim não se esquecem...





sábado, 1 de novembro de 2008

Primeiras Castanhas e Alentejanos de Topo ou o Primeiro Post do Gus

O Gus é um colaborador deste Blog desde a primeira hora; apesar de ao longo deste tempo termos trocado ideias sobre comidas, vinhos, feito alguns jantares e provas em conjunto, coube-me sempre a mim o "fado" de fotografar (ou, no caso de fotos tiradas por outras pessoas presentes, ser eu a recebe-las por email e postar no blog).

Na sequência de um jantar organizado por ele e abaixo documentado vou passar-lhe a palavra para o seu primeiro post.

cupido


Olá a todos,

É sempre muito dificil escrever em público (ainda que seja para uma pequena minoria...).

Geralmente quando combinamos jantares em conjunto, começamos por definir os vinhos que vamos beber e depois pensamos nos pratos que teoricamente podem fazer uma boa harmonização.
Para o jantar de ontem, decidimos beber uns vinhos alentejanos ('coisas boas' a caminhar para vinhos de topo).
Por isso, escolhemos fazer uma comida de tacho e a escolha recaiu sobre uma 'variante de rancho' que se faz na Beira Alta.

Colocamos as carnes a cozer (rabo de porco, costela, um pouco de entremeada, uma chouriça de carne e uma morcela de sangue) . A morcela, depois de cozida, foi salteada em azeite e servida à parte para respeitar gostos diversos dos comensais e potenciar a flexibilidade sápida do prato.
Abriram-se as hostilidades (nos vinhos) com um monocasta do João Portugal Ramos: Um Tinta Caiada, 2004, que estava fantástico. É uma casta normalmente usada para fazer blend com outras castas, mas que bem trabalhada (como bem sabe o J. P.R.) proporciona excelentes vinhos.
Fez-se uma bela tábua de queijos e salteou-se uma alheira de caça selada em azeite.
Serviu-se também um patê campestre (muito bom) e abriu-se um Esporão, Late Harvest, 2006, o que proporcionou uma bela ligação.
Relativamente aos vinhos brancos, pensou-se em abrir um Esporão, Reserva, branco, 2007, mas um belo Alvarinho tentou-nos: O Dorado, 2005, um alvarinho que não é muito consensual, mas de excelente estirpe que deu uma bela prova. Gostei realmente do Dorado.
Voltando ao jantar, fez-se um pequeno refogado, colocaram-se as carnes, cenoura cozida, um pouco de couve juliana, o grão cozido e um pouco de massa (cotovelo) e no final algumas folhas de hotelã (sugestão da Rosa) que deram um toque de frescura excelente. Deixou-se apurar e serviu-se.
Para o jantar propriamente dito abriu-se um Vale do Ancho, 2003, um grande vinho alentejano, muito sério (sem demasiadas notas de 'gulodice'), com taninos firmes, mas redondos. Já no final do jantar serviu-se a estrela da noite: Um T de Terrugem, 2001, que mostrou uma frescura e uma acidez diferente do padrão habitual nos vinhos alentejanos e que promete uma excelente evolução em garrafa para os próximos 5 anos. Ficou na calha um Quinta do Mouro 2002 (para uma próxima).
Com a sobremesa foram servidas as primeiras castanhas da época assadas no forno com um pouco de sal e 'salpicadas' com água e um flan de maçã.
















































segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma Massada by me...

Esta massada by me foi um prato ideal para um jantar nestes dias que começam a ficar frios.

Assim, pedi no talho para cortarem entrecosto de porco em cubos e alourei-os em banha de porco. No tacho, juntei azeite e cebola e deixei-a ficar transparente. Adicionei chouriço e morcela em rodelas, cenoura, pimento e uma farinheira. Deixei estufar (juntei caldo de carne) e juntei o entrecosto e a massa. Juntei só um pouco de sal e servi.

Acompanhou com um elegante Herdade do Meio Cabernet Sauvignon e Syrah de 2004 (comprado numa loja do Eng. Belmiro a € 7,00 - chlép - no Jumbo está a € 33,00...)




























Queria ainda agradecer à Isabel este mimo:

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dia de São Tomate

Tinha uma catrefada de tomates no frigorífico e um jantar para fazer. Então coloquei a mim próprio este desafio: fazer um jantar completo em que o tomate fosse usado em todas as fases da refeição, da entrada à sobremesa.
Para aperitivo, um clássico Bloody Mary, com uma proporção de 70% de sumo de tomate, 30% de Vodca e umas gotas de molho tabasco. Servi bem fresco sem gelo.
Para entrada, um creme de tomate, com cebola e um bocado de chouriço de porco preto (tinha comprado um e como não era nada de especial, sopa com ele...) e folhas de espinafre. Ácido e cremoso, uma delícia.
Tinha uns carapaus obscenamente pequenos (daqueles que não se encontram na peixaria e que são uma delícia) que resolvi fritar e acompanhar com um arroz de tomate, aromatizado com orégãos.
Para sobremesa, uma compota de tomate aromatizada com gin e casca de limão e queijo da Serra.
O vinho escolhido foi um Verdelho branco 2007, da Companhia das Lezírias.










quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma Sardinhada Outonal

Para fazer uma bela sardinhada só precisamos de sardinhas-quase-vivas, pimentos vermelhos, tomates razoavelmente maduros, azeitonas pretas, batatas de polpa branca, sal marinho, azeite a sério, vinho branco ou Sousão Verde, broa de milho caseira e bom tempo.

Nem é preciso boa disposição, porque ela vem por si...

Uma dica para assar as sardinhas... só precisam de muito pouco sal marinho enfiado na guelra e vão a assar mesmo por cima das brasas (em contacto directo, não incendeia) para evitar aquela fumarada desagradável que se forma quando a gordura respinga. A parte que acho mais piada é a das saladas, toda a gente se passa quando eu digo que é para temperar só com um pouco de flor de sal e um fio de azeite, sem cebola (dispenso) nem vinagre (que dá cabo dos palatos quando ser quer saborear um bom vinho). A de pimento assado é uma delícia. Nesta, só foi pena as batatas não terem sido cozidas com pele, faz uma diferença enorme.






quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Museu do Douro

O Museu do Douro está em fase de conclusão do Núcleo Central, que será inaugurado por altura do Natal. Ao seu Director, o meu colega e amigo Fernando Maia Pinto dou desde já os parabéns.
As imagens abaixo foram retiradas da reportagem da Revista de Vinhos deste mês.




terça-feira, 7 de outubro de 2008

Lombo de Bacalhau Confitado com Molho de Serra e Bêchamel de Abóbora

Este prato, de confecção muito simples, agradou-me bastante.

Confitei um lombo de bacalhau (posição 1 da vitroceramica) e cozi abóbora. Fiz um bêchamel (base de manteiga e um pouco de farinha de trigo a que se junta leite) e juntei a abóbora. Servi com queijo da serra da Estrela sobre o bacalhau (foi ao forno a derreter um pouco) e temperei com um pouco de pimenta.