sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Trouxas de Porco com Pimento e Alheira, Pimento Confitado e Batatas Confitadas

As trouxas foram feitas com escalopes de porco recheados com pimento cortado em tiras finas e alheira. Foram a confitar no tacho de barro em azeite e temperadas com sal e pimenta. Juntei ainda uma bola de alheira e pimento fatiado fino.
À parte cortei batatas em rodelas finas, juntei azeite, sal e pimenta e levei à cloche com a resistência de cima ligada. À medida que as batatas iam ficando macias fui mexendo com um garfo de forma a obter uma "quase-pasta". Deixei gratinar um bocadinho.
Quando as trouxas estavam bem passadas levei a alourar no forno.
Servi as batatas com a trouxa e bolinha de alheira e tiras de pimento. Resolvi servir também os ingredientes do recheio confitados, à parte, para avaliar os diferentes sabores (a solo e nas trouxas)...





quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eine Kleine Torte

Bem, esta foi feita completamente de improviso...
Peguei numa base de massa folhada pré-feita e dispus numa forma de tarte à temperatura natural. Entretanto, bati quatro ovos com cerca de 150 gramas de açúcar e um pouco de açucar baunilhado, juntei três colheres de sopa de mel, um pouco de whisky e um pacote de natas e bati até a mistura estar homogénea. Levei a forno a 170º C durante 40 minutos. Servi com natas batidas com um pouco de açúcar.
Ficou com uma textura fantástica, algo entre um pudim e uma mousse. Bela sobremesa; recomendo para acompanhamento um porto velho (tawnie, nem vintage nem LBV, porque não ligam bem com os ovos)





quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Feijoada de Leitão

Já tinha visto várias vezes umas embalagens que dizem "fritada de leitão" à venda num dos hipers do Eng. Belmiro e confesso que fiquei curioso com aquilo... Acabei por comprar uma sem saber muito bem o que fazer com aquilo. De qualquer modo, quando cheguei a casa pus a carne a marinar em vinho branco, peguei em dois ou três livros de cozinha e fui para a sala pensar que destino lhe dar (à carne, não aos livros). Inspiração, nicles. Ainda pensei em fazer um arroz e então resolvi retirar a carne da marinada e deixei um bocado no tacho com azeite a confitar. Entretanto piquei uma cebola e juntei ao tacho juntamente com o líquido da marinada. Juntei tomate e umas rodelas de morcela de arroz e deixei estufar. Entretanto fui olhando para o tacho e para uma embalagem de feijão manteiga e optei por uma feijoada. Temperei com um pouco de pimentão, pimenta e louro, juntei couve branca cortada e o feijão (depois de lavado). Deixei a apurar em lume brando e servi com um Quinta das Tecedeiras Reserva de 2003.

Achei muito interessante esta feijoada; bela variante ao leitão assado à moda da bairrada.
























Queria ainda agradecer este prémio à moonlight...


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pedra Cancela Reserva Touriga Nacional 2006

Ao folhear a Revista de Vinhos deste mês, vi o Pedra Cancela Reserva Touriga Nacional 2006 do Eng. João Paulo Gouveia, com uma classificação de 17 pontos. Lembrei-me de um jantar com ele há uns meses (aquando do Viseu Gourmet) e tenho que dizer que a classificação só pode pecar por baixa. Na altura provámos os 2000, 2003 (em magnum) e 2004, todos eles excelentes. João Paulo, parabéns e continua a fazer esses vinhos fantásticos!


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Uma Branca Tintureira

Confesso nunca tinha provado tintureira (uma espécie de tubarão), mas como no outro dia vi à venda (em posta higienizada e ultracongelada - bem, ando mesmo a comer plástico...) resolvi comprar e experimentar. Fiz umas pesquisas e o que vi não me animou por aí além; desde dizer que é bom para juntar à caldeirada, que se pode preparar como o espadarte, mas a carne é menos firme e sei lá que mais... Fez-me lembrar uma coisa que retive há uns meses numa revista que explicava a melhor forma de utilizar os peixes e que dizia que o melhor uso a dar a uma salema é voltar a deitá-la ao mar (por acaso, concordo, não gosto mesmo nada do peixe).
Acabei por fazer assim:

Numa travessa, deitei duas postas ainda congeladas, uma pitada de sal, sumo e um bocado de casca de limão, alho esmagado e vinho branco e deixei a marinar.
num tacho, cortei batatas em cubos e levei a cozer.
Levei a tintureira a grelhar (realmente tem uma carne pouco firme) e reservei.
numa frigideira, deitei um fio de azeite, deixei aquecer e juntei líquido da marinada com os alhos; deixei reduzir, retirei os alhos e fui polvilhando com farinha de trigo até ligar o molho.
Quando as batatas estavam cozidas, escorri a água da cozedura e juntei uma noz de manteiga (das Marinhas, chlép! - fez toda a diferença) e liguei com um garfo.
Servi a tintureira com o molho (que polvilhei com um pouco de oregãos secos) e o creme de batata.
Acompanhou com um Mural Branco 2006 (da Quinta do Portal)

Notas:

A tintureira não desiludiu. A textura da carne assemelha-se à da raia, mas sem as cartilagens, o sabor é agradável e o molho da marinada (com toques de limão e alho) complementou bem a carne; a batata, simplesmente "temperada" com manteiga das Marinhas ficou uma delícia. Por último, o Mural, com os seus 24% de moscatel a dar um toque de "doçura" que ligou muito bem com o prato.
"Uma branca tintureira", porque tudo era branco... ou quase!




sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Coxas de Frango com Pleurotus, Hortelã e Arroz de Pimentos

O arroz foi feito assim:

_num tacho, deitei um fundo de azeite, pimento verde cortado em tiras finas e arroz carolino; deixei fritar um bocado, mexendo sempre e juntei um pouco de vinho branco. Deixei ferver um bocado e juntei água a ferver para a cozedura do arroz (de forma a que a quantidade de líquido seja aproximadamente duas vezes e meia a do arroz).

As coxas de frango (por acaso era daquele de plástico do supermercado, que decidi experimentar porque absorve muito rapidamente sabores numa marinada, coze num instante e porque me apeteceu...) marinaram em alho esmagado e vinho branco; foram a alourar em azeite. Quando estavam louras, juntei os cogumelos e o líquido da marinada e deixei acabar de cozer (uns meros nanossegundos...). Juntei umas folhas de hortelã picadas e servi com um Tiara 2004 (ainda em boa forma...)





quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sachertorte - o Rescaldo

Na sequência do post anterior...

Acho que toda a gente gostou do bolo, e deste Cruz Vintage de 89.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Desafio - Sachertorte

Há algum tempo tinha postado aqui a receita daquele que é provavelmente o mais famoso bolo de chocolate do mundo - a Sachertorte, do Hotel Sacher, em Viena.

Entretanto, a Isabel desafiou-me para fazermos e postarmos uma Sachertorte ao mesmo tempo... Claro que aceitei o desafio com todo o gosto; trocámos receitas, opiniões e avançámos.

Confesso que não gosto de seguir receitas, mas apreender o que me parece essencial nas mesmas e arriscar. Fiz assim:

Juntei cerca de 120 g de manteiga com açucar suficiente para formar um creme e bati bem; entretanto deixei cerca de 180 g de chocolate a derreter em banho-maria, separei as gemas e claras de 6 ovos e ralei cerca de 100 g de amêndoas.
Juntei o chocolate derretido à massa de açúcar e manteiga e bati as claras com um pouco de baunilha. Quando estavam quase em castelo, fui adicionando a amêndoa e um pouco de farinha. Levei ao forno a cerca de 170º C em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Quando estava cozido (ao fim de cerca de meia hora) retirei e deixei a amornar. Entretanto, levei mais cerca de 220 g de chocolate e um pacote de natas a lume brando, mexendo sempre; quando ganhou a consistencia de um creme desliguei o lume. Ao mesmo tempo, noutro tacho, aqueci cerca de 200 g de doce de alperce, mexendo sempre. Desenformei o bolo e juntei o doce deixando embeber bem. Juntei o creme de chocolate, sem me preocupar em alisar. Levei ao frigorífico...
Vai ser servida hoje ao lanche e comentada em novo post.








segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Leitão com Migas de Couve e Feijão Frade

Para mim, o leitão deve ser acompanhado com batata cozida e um vinho tinto ou espumante tinto da Bairrada como já tinha referido aqui.
Contudo, no outro dia estive numa apresentação de vinhos do Engº Luís Pato e ele referiu que costuma servir o leitão com um dos vinhos brancos dele. Bem, estamos sempre a aprender, pensei e logo decidi fazer a experiência; contudo, queria um acompanhamento diferente e pensei em fazer umas migas de couve, broa e feijão frade que é um acompanhamento do Restaurante "Fonte do Corvo" em Leiria.
Para acompanhar, um "Clara 2003", ainda em belíssima forma...





quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sachertorte

Eduardo Sacher, chefe de cozinha do príncipe de Metternich, foi o criador da famosa Sachertorte que viu pela primeira vez a luz do dia em 1832. Mais tarde, a receita original passou para a nora, Ana Sacher, que tornou mundialmente famoso o Hotel Sacher de Viena, aberto entretanto – com este maravilhoso bolo, com o seu charme e elegância e, não menos, com o seu hábito de fumar charutos. Esta receita é da casa Sacher. Tudo o que sejam amêndoas, nozes ou cremes, nada têm a ver com a Sachertorte.

Ingredientes
140 g de manteiga
160 g de açúcar
180 g de chocolate ralado
8 ovos
30 g de açúcar em pó
140 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
200 g de doce de alperce
200 g de cobertura de chocolate
Um pouco de açúcar glaceado

Preparação

Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme. Junte o chocolate derretido em banho-maria (que se arrefece, mexendo sempre). Continue a bater até fazer espuma. Junte as gemas pouco a pouco, batendo com força. Bata as claras em castelo, com o açúcar em pó, até ficarem firmes. Deixe deslizar sobre o creme de chocolate. Misture a farinha com o fermento em pó e deite-a sobre a massa. Misture tudo cuidadosamente. Deite a massa numa forma de fundo solto forrada com papel de alumínio ou com papel vegetal untado e leve ao forno a cozer.
Deixe o bolo arrefecer um pouco antes de o retirar da forma. Barre-o por fora com o doce aquecido e bem batido e deixe entranhar um pouco. Derreta a cobertura em banho-maria e barre o bolo com ela. Se gostar, divida a parte superior em doze partes e escreva em cada uma a palavra “Sacher” com açúcar glaceado.

In “Gook, Roland – As 100 mais famosas receitas do mundo”