quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Um Savarin a fugir para o Razoavel...

Há algum tempo tinha feito um savarin que saiu pouco menos que desastroso; nesta segunda tentativa saiu um bocadinho melhor. Se calhar à terceira é de vez...





segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tapada do Chaves Branco 1996

Este post não é da minha Autoria; foi o amigo PadreFrancisco, enófilo atento, que ao ter descoberto um vinho raro, fez este texto, que tenho todo o prazer em postar aqui...



"Nós, os enófilos, vivemos intensamente a caça ao ... tesouro.

As coutadas onde caçamos os nossos tesouros encontram-se dentro de garrafeiras, hipermercados, mercearias, mesmo as de aldeia, adegas e restantes lugares de culto do vinho.

Nunca deixo a caçadeira em casa, não vá aparecer alguma peça a pedi-las.

Há dias parei à porta da mercearia onde a minha mulher costuma comprar uns bons legumes. Nem era para sair do carro, mas lá fui.

- Eia! Prateleiras com vinho? Deixa ver o que por aqui há, pensei eu. É do instinto, do treino e do aperfeiçoamento, nada a fazer! Coloquei-me em posição de ataque!

Deparo-me com uma garrafa de Tapada do Chaves Branco 1996, ao preço de...2,50 €. Inevitável (também há um bom vinho com este nome), tive de a trazer. O risco era muito reduzido e a adrenalina muita. Estavam reunidas todas as condições para poder ser um tesouro: Uma boa marca, branco com muitos anos (12) e a preço de... pechincha. Só faltava a prova para tirar as dúvidas e confirmar o tesouro...

Alguns dias depois, foi ao frigorífico tomar a temperatura adequada para acompanhar um peixe assado. Assim que foi aberto libertou um cheiro a “vinho do porto”, o que não augurava nada de bom.

Já me preparava para uma decantação para el cano. Alguns segundos depois, servi um pouco num copo e o vinho já tinha perdido aquele descritor e começava a mostrar todas as virtudes. Muita vida, frescura, vigor, mineralidade, complexidade e uma cor dourada de encantar, ao fim de ... uma dúzia de anos.

Um Tesouro..."








sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sangria de Vinho Tinto

Às vezes a fruta lá em casa começa a iniciar o processo de transformação em "Kunami" ligeiramente fresquinho; antes que fique muito, mas mesmo muito fresquinho, por vezes acaba em salada ou em sangria. Nesta decidi usar vinho tinto (claro que as de espumante são muito mais requintadas, mas o vinho que eu escolhi era suficientemente bom para a sangria e ela ficou bastante boa), frutas, um pouco de agua com gás e (muito) gelo.





quarta-feira, 30 de julho de 2008

Lingua de Vitela à Jardineira

Dá algum trabalho preparar a lingua; aquela parte de escaldar a lingua em água a ferver para retirar a "pele" eu até dispensava, mas vale a pena, pelo menos para quem gostar da textura (eu adoro).

Bem, depois de limpar a língua da vitela, prepara-se uma base de cebola, alho, azeite, pimento, tomate, sal e pimenta e deixa-se estufar a língua já fatiada (pode-se dar uma pré-cozedura); vão-se juntando as cenouras, ervilhas e o que mais se quiser. Deixa-se apurar, rectificam-se temperos e serve-se.
Optei por batatas novas assadas com pele, abri-as, juntei espinafres cozidos e reguei com um fio de azeite.
Acompanhou com um João Portugal Ramos Quinta da Viçosa Touriga Merlot 2003.






terça-feira, 29 de julho de 2008

Galinha Assada no Forno

A galinha no forno é um dos meus pratos preferidos; aqui, ela foi feita inteira, tendo sido"untada" com uma pasta feita com banha de porco, sal, pimenta preta e alhos (mais ou menos o molho do leitão). Vai a forno quente (cerca de 200º C) e vai-se regando com o molho até estar cozida e loura (se necessário, proteger com folha de alumínio para não tostar).
Para ajudar à festa, foi acompanhada por um fantástico Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas de 2003.



segunda-feira, 28 de julho de 2008

As Minhas Dez Preferidas...

A Isabel lançou-me um desafio que consiste em seleccionarmos dez das nossas receitas preferidas e publicá-las, juntamente com um link para a postagem original e para o blogue que nos desafiou. Pede ainda que se lance o desafio a outro cinco blogues, mas eu vou desafiar todas as pessoas que por aqui passam e que ainda não responderam a este desafio...


Espadarte grelhado com esparguete e mozzarella


















Alheiras no forno com pimento e puré de grão


















Uma açorda de Marisco no seu Pão




















Um Rancho




















Vitela mirandesa e Papas Laberças

















Lombo de Atum em Confit de Presunto e Redução de Marinada com Croquetes de Espinafres e Feijão Frade


















Bacalhau no Forno



















Entrecosto de Porco com Morcela da Guarda














Supremos de Porco Preto recheados com Alheira de caça

















Rodovalho Frito com Risotto de Romãs e Sultanas

Bacalhau à Zé do Pipo

Esta forma de preparar o bacalhau é uma das minhas preferidas...

Ingredientes

lombo de bacalhau
cebolas
leite
azeite
louro
sal e pimenta
maionese
batatas em puré
azeitonas pretas

Preparação

Depois de bem demolhado, corta-se o bacalhau em postas.
Leva-se a cozer com leite.
Entretanto, picam-se as cebolas e levam-se a estalar com o azeite, o louro, sal e pimenta e um pouco de leite de cozer o bacalhau.
A cebola deve ficar branca e macia e nunca loura.
Depois de cozido, escorre-se o bacalhau e coloca-se num recipiente de barro.
Deita-se a cebola sobre as postas de bacalhau, que depois se cobrem completamente com a maionese.
Contorna-se com o puré de batata e leva-se a gratinar.
Enfeita-se com azeitonas pretas.

Uma receita tradicional do Porto, que harmonizou muito bem com um Casa de Santar Reserva Branco 2006.










Alguém Quer Traduzir?

Ementa do Café Concorde em Santa Maria...


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lombinhos de Porco Preto Estufados com Ervilhas

Normalmente associo a carne de porco preto à grelha (preferencialmente de carvão), mas estes lombinhos, pela sua maciez, pareceram-me mais adequados a ir parar ao tacho, com ervilhas e (muita) salsa.





Um Pobre Savarin

Para começar, a história do doce:

Savarin

Este doce foi baptizado assim em homenagem a Jean Anthelme Brillat – Savarin, um grande “gastrósofo” do séc. XIX. A sua “Filosofia do Paladar” apareceu em 1895 e ainda hoje é considerada uma das obras mais importantes da gastronomia, embora contenha muitas considerações gerais e muito poucas receitas.
“A descoberta de um novo prato é de maior importância para a felicidade humana do que a descoberta de uma nova estrela”, postulou Brillat – Savarin.

Ingredientes

(para o bolo)

350 g de farinha
15 g de fermento de padeiro
125 ml de leite
2 ovos
1 pacotinho de açúcar baunilhado
100 g de açúcar
100 g de manteiga

(para o recheio)

200g de açúcar
3 cálices de rum
1 cálice de marrasquino
750 g de ameixas descaroçadas e cozidas
125 ml de chantilly

Preparação

Ponha a farinha numa tigela, faça uma cova no meio, esboroe para dentro o fermento e misture-o com um pouco de leite, 1 colher de chá de açúcar e alguma farinha. Tape e deixe levedar durante 30 minutos.
Misture todos os restantes ingredientes da massa até obter uma consistência branda e bata fortemente com uma colher. Deixe repousar 30 minutos. Deite a massa numa forma de buraco ao meio bem untada e deixe repousar um pouco mais. Coza durante cerca de 30 minutos a 200º C. Deixe arrefecer o bolo e tire-o da forma.
Ferva o açúcar com 375 ml de água durante 5 minutos, tire do lume e misture os vinhos; pique várias vezes o lado superior do bolo com um palito e embeba-o com esta calda.
Encha o Savarin com chantilly e ameixas cozidas. Se quiser, sirva ainda com um molho doce de ameixas.

In “As 100 mais famosas receitas do Mundo”, de Roland Gook.


Porquê pobre? porque pus-me a inventar e deu asneira

Eu segui mais ou menos a receita, mas achei que se utilizasse farinha com fermento, a massa ia ficar boa... não ficou, cresceu pouco, não usei rum nem marrasquino, mas aguardente velha e vinho do porto (que desperdício, usar um porto de 30 anos, um 10 anos chegava e sobrava).
Até as fotos ficaram mal.
De qualquer forma decidi postar esta receita para quem quiser fazer bem e prometo que em breve repito (é que este doce é uma maravilha, aconselho vivamente a experimentar).