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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Douro de Oiro @ Tio Pepe

O terceiro dia de provas foi dedicado ao Douro. Prova vertical de Castello d'Alba Branco Vinhas Velhas. O 2004 num muito bom nível, o 2005 mais apagado, 2006 bom, 2009 e 2010 excelentes. Para além duma bela relação qualidade/preço, envelhecem muito bem. O VT 2010, excelente, tal como o Redoma Reserva Branco Coche 2010, que foi pela primeira vez apresentado nesta prova.


Nos tintos, comecei por uma vertical dos Quinta da Gaivosa deste século: 2000, de sonho, 2003 a passar por uma fase parva, como disse o Tiago Alves de Sousa, mas muito bom, o 2005 está um portento de vinho e num grande momento de forma, muito bom para ir à mesa quando as temperaturas começarem a baixar. Por fim, o 2008. Um menino ainda (será lançado para o mercado apenas no natal), mas colossal e um dos melhores da prova. Os Quinta da Gaivosa são para mim, dos melhores vinhos do Douro. Não são baratos (cerca de € 28,00 a garrafa) mas são dos mais baratos dos topos do Douro.
Outra prova vertical, desta vez de Quinta do Noval. A Quinta do Noval produz aquele que é talvez o mais famoso Porto Vintage, o Noval Nacional e naturalmente, um vinho não fortificado com o nome da Quinta teria que ser muito especial (e ter naturalmente, preços a condizer, neste caso com cada garrafa a rondar os € 50,00). O Quinta do Noval 2004, muito bom, o 2005, meio furo ao lado, 2007 novo e 2008 muito novo. Para mim, que nunca tinha provado o vinho, foi um enorme prazer ter podido provar logo quatro colheitas de enfiada. Em prova ainda estava o Quinta do Noval Touriga Nacional 2004 que me pareceu precocemente evoluido e o 2008, muito novo, muito complexo, muito tudo. Grande vinho!
A seguir passei aos vinhos de Cristiano Van Zeller. Quinta do Vale de Dona Maria 2009 ainda a crescer dentro da garrafa. Daqui a um ano dará seguramente melhor conta de si, mas é mais um grande rótulo do Douro com um preço cordato (a rondar os € 30,00) e muito consistente. Ainda provei o CV 2009, um grande vinho e neste momento a dar uma prova mais fácil do que o Quinta do Vale de Dona Maria. Foi outro dos meus vinhos preferidos. 
Da Niepoort vieram o Redoma e o Batuta, ambos de 2009. O Redoma muito jovem, mas a dar boa prova e o Batuta a pedir tempo em garrafa. Ambos ao nível que Dirk nos habituou nos seus vinhos. Mas a cereja no topo do bolo foi o Robustus 2007. Não é barato (cerca de € 75,00) mas é um vinhão!
Mais uma prova vertical, desta vez de Chryseia: 2003, 2004 e 2007. São vinhos feitos para agradar a apreciadores exigentes (e com capacidade para pagarem cerca de € 45,00 por uma garrafa) e agradam.
Da Quinta do Vallado provaram-se as novidades de 2009. Sousão, Touriga Nacional e Reserva, todos em muito bom nível, como seria de esperar de Francisco Olazabal, o enólogo da casa.
O Odisseia Grande Reserva 2007 provado a seguir (em magnum) foi mais um vinho em muito bom nível.
Tempo para uma mini vertical de Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas. 1994 (bem) evoluido, 2001 evoluido e o 2004 muito bom. Mais um clássico do Douro e um valor seguro (preços a rondar os € 25,00, cada garrafa). Uma curiosidade, o Crasto normal de 1998, surpreendentemente jovem para um vinho feito para beber em novo. Para encerrar o capítulo Crasto, o Vinha da Ponte 2004. Um dos topos da casa (tal como o Vinha Maria Teresa) desejado por muito mas apenas alcançavel por alguns (os € 100,00 que custa cada garrafa intimidam) em muito bom nível. Outro grande vinho.

Com (quase) tudo provado voltei aos meus preferidos, o Quinta da Gaivosa 2008, o Robustus 2007, o CV 2009 e o Vinha da Ponte 2004 para mais uns minutos de amena cavaqueira antes de ir para casa :)



domingo, 18 de setembro de 2011

Castello d'Alba Reserva Tinto 2009

Já tenho falado dos vinhos Castello d'Alba por aqui. Dos brancos Reserva e Vinhas Velhas e do tinto de Touriga Nacional, todos eles, vinhos com uma relação qualidade preço muito boa. E agora abalancei-me ao Reserva Tinto 2009 (€ 5,99 no Continente). Tinta Roriz, Tourigas Franca e Nacional a compor um vinho bem feito, cheio de fruta madura, madeira elegante e presente qd, taninos presentes a pedir algum tempo de guarda, mas a dar já um grande prazer na prova. A este preço não se pode pedir mais. E creio que edições anteriores do vinho estarão em muito bom nível.  


Acompanhou muito bem uns borrachos estufados com puré de batata :)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os Vinhos de Topo do Douro, by RV (2010)

Depois de há mais de um ano ter reordenado por classificações e preços, os vinhos da prova de Vinhos do Douro, feita pelo Painel da Revista de Vinhos, venho agora mostrar os resultados da Prova publicada na RV de Dezembro de 2010. Foram 70 vinhos do Douro, de topo, maioritariamente de 2008, com preços entre os € 10,40 e os € 88,50 e com classificações entre os 15,5 e os 18,5. Como os ordenei por preços, destaquei os de melhor valor. 
No topo, com 18,5 aparecem o Quinta da Leda, que será uma das boas relações qualidade/preço do mercado, a par com o Quinta do Noval e o Quinta do Vale Meão de Francisco Olazabal, que foi o Enólogo do Ano para a mesma RV. Nada de estranho nestes três vinhos de topo.
A seguir, cinco vinhos classificados com 18 valores, onde estão o clássico Quinta do Vallado Reserva, também de Francisco Olazabal a par com o Vinha da Ponte, da Quinta do Crasto. Nos vinhos classificados com 17,5 valores, de destacar a entrada de rompante do Batom, ao lado de vinhos que são clássicos do Douro, como o Quinta de La Rosa, o Poeira, o Três Bagos Grande Escolha e o Quinta do Infantado Reserva (foi pena é o preço de referência ter passado de € 24,00 para mais de € 36,00).


No grupo de vinhos classificados com 17, muito boas surpresas e algumas a preços cordatos, como o Castello d' Alba Grande Reserva, o Kopke (provado no post anterior), o Mux, o Grandes Quintas Reserva (que vai na sua segunda edição, o 2007 era muito bom e este 2008 aparece a consolidar a boa imagem deste projecto de Bernardo Alegria, com enologia de Luís Soares Duarte), o Quinta da Covada Reserva, com enologia do João Lopes Pinto, também na segunda edição depois do belo 2007; o Quanta Terra, de Celso Pereira e o Quinta da Carolina de Luís Candido da Silva com enologia de Jean-Hugues Gros, todos abaixo dos € 20,00 são sem dúvida, boas compras e estão no mesmo patamar do Duas Quintas Reserva, Conceito, Quinta do Vale D. Maria, Quinta da Gaivosa, Pintas ou Batuta.

 
Abaixo do 17, de destacar o Quinta da Chinchorra, Dorna Velha e Quinta do Valle Longo, como boas compras.

Para finalizar, os vinhos que obtiveram as classificações mais baixas...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Castello d' Alba Touriga Nacional Douro 2009 Unoaked | Borrego no Forno


Castello d' Alba é uma das marcas da VDS (vinhos do Douro Superior), juntamente com a Atalaya, Quinta da Cassa e Quinta de Fafide. Os brancos Castello d' Alba Reserva e Vinhas Velhas, provados recentemente aqui, pautam-se por uma relação qualidade preço invejável. Este tinto de Touriga Nacional da colheita de 2009 sem passagem por madeira era um vinho que estava já há algum tempo à espera para ser provado.

Foi desta, a acompanhar um naco dianteiro de borrego no forno...

O vinho é francamente bom e tem um preço muito interessante, a rondar os € 5,00. Nada de novo a assinalar, já que os vinhos brancos também partilham essa boa relação qualidade/preço. Com uma bela cor ruby medianamente carregada, muito límpido e limpo, cheio de fruta madura qb sem sobre-extracção, com uns taninos amigos do palato e um final médio, é um vinho imperdível. Alguma rusticidade a lembrar que estamos perante um vinho do Douro e com o lado floral da Touriga bem controlado/domado, muitos serão os encómios a tecer a este vinho. Fiquei fã... 
    


O borrego que acompanhou o vinho não terá grande história. Foi para o tabuleiro de barro, levou sal, alho esmagado, pimenta e vinho branco. A gordura (pouca) para a assadura foi azeite e os acólitos, batatas. Batata de polpa amarela e batata doce. Foi ao forno pré-aquecido a 170º C durante pouco mais de uma hora.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Migas de Batata com Bacalhau e Espargos | Castello d' Alba Vinhas Velhas Códega do Larinho 2009

Creio que às mil e uma receitas de bacalhau seria de bom tom juntar todas as outras que se fazem com sobras, cujo melhor exemplo será eventualmente a chamada Roupa Velha (que raio de nome...) e que, mesmo a despachar, podem dar coisas muito apetecíveis, como esta preparação que ensaiei. De coisas pré-preparadas, tinha batatas e bacalhau cozidos. Depois foi só ceder à tentação de fazer uns bolinhos ou uma tortilha, trocando ovos por espargos frescos e indo à cata de preparações como as migas de batata da tradição alentejana ou as migas gatas de bacalhau com espargos do Restaurante Tomba Lobos de José Júlio Vintém, em Portalegre. 

Comecei por partir alguns espargos em pedaços pequenos (enquanto partirem, aproveitam-se) que escalfei e reservei. Cortei as batatas em fatias finas e limpei o bacalhau de peles e espinhas. Depois deitei um fundo de azeite num tacho e juntei dois dentes de alho esmagados. Em lume brando, deixei o alho aromatizar o azeite e juntei as batatas e o bacalhau em lascas. Fui mexendo com uma colher de pau até obter uma papa quasi homogénea. Juntei os espargos, temperei com um pouco de pimenta preta e envolvi tudo. Desliguei o lume e deixei algum tempo antes de servir. Já no prato, juntei umas azeitonas pretas.    


O vinho que deu o mote para este prato tão simples quanto saboroso foi o Castello d' Alba vinhas velhas 2009. Feito com uvas de Códega do Larinho provenientes de vinhas velhas plantadas a 550m de altitude no Douro Superior e fermentado em madeira. É um vinho que não provava há uns anos, mas depois de ter bebido o Reserva há pouco tempo (como tinha dado nota aqui) tinha que o provar, uma vez que sempre o achei um dos bons brancos do Douro, com a vantagem de ser proposto a um preço cordato (€ 10,50 na Garrafeira Tio Pepe). Suave apontamento da tosta, muito equilíbrio entre o lado vegetal, cítrico e tropical dos aromas, mineral, profundo. Um vinho que consegue brilhar a solo e ter uma boa aptidão para a mesa. Já era fã e continuo fã. Belo vinho...        

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bife da Vazia com Legumes Salteados | Castelo d' Alba Reserva 2009

Este bife, em si, não tem história. Um singelo bife da vazia que foi à chapa bem quente a grelhar e que foi temperado com flor de sal e pimenta preta. Já o acompanhamento me parece mais interessante. Numa frigideira, deitei um fundo de azeite, dois dentes de alho esmagados e cortados e uma cebola em meias luas finas. Juntei também uns espargos, champignons de Paris, pleorotus e umas uvas de mesa. Salteei em lume médio. Alguma parcimónia no tempero, que se resumiu a um pouco de flor de sal e um ar de pimenta preta. Simples e a ser uma boa companhia para o bife, que não sentiu a falta das ubíquas batatas fritas.


Nos líquidos, um clássico do Douro, o Castelo d' Alba Reserva branco 2009. Um clássico tão clássico que me andava a passar ao lado já há bastante tempo. Lembro-me de há uns anos atrás o ter provado juntamente com o mais aristocrático Vinhas Velhas e de na altura ter ficado mais rendido aos seus encantos, apesar de custar quase o dobro. Mas deste Reserva, feito com Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho e fermentado em madeira, não se pode dizer mal: Marcadamente mineral, frutos exóticos e citrinos em equilibrio com discretas notas de madeira . Paladar encorpado, fresco e amanteigado com final longo (daqui). Ao preço (cerca de € 5,00) é uma escolha mais que segura.